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Bolsa pode subir até 45% com vitória de Flávio Bolsonaro, estimam bancos

BTG, UBS, Morgan Stanley e JPMorgan associam a alta à expectativa de ajuste fiscal e reprecificação das ações brasileiras.

Bolsa pode subir até 45% com vitória de Flávio Bolsonaro, estimam bancos
Foto: Reuters

Casas de análise projetam uma valorização de 11% a 45% para as ações brasileiras caso o senador Flávio Bolsonaro (PL) vença Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno, marcado para o próximo dia 25. As estimativas dependem da intensidade da reprecificação dos ativos e da adoção de medidas de ajuste fiscal.

O BTG Pactual calcula que a Bolsa poderia retornar à média dos últimos dez anos, com alta entre 11% e 20%. Em um cenário mais favorável, no qual o mercado alcançaria um desvio-padrão acima da média histórica, o avanço poderia variar de 32% a 45%.

O banco afirma que as ações brasileiras são negociadas atualmente a cerca de dez vezes o lucro estimado para os próximos 12 meses, sem considerar Petrobras e Vale. O indicador preço/lucro projetado compara o valor dos papéis com o lucro esperado pelas empresas. Entre os setores que poderiam se beneficiar estão varejo, construtoras de médio e alto padrão e companhias ligadas ao mercado de capitais.

Projeções dos bancos

O UBS também estima uma alta superior a 30% se houver um ajuste fiscal. Nesse cenário, as ações poderiam alcançar 11,8 vezes o lucro, patamar equivalente a um desvio-padrão acima da média histórica. A instituição relaciona a possível valorização à queda dos juros reais e à melhora das expectativas de lucro.

O banco considera que o resultado do primeiro turno elevou a probabilidade de um ajuste fiscal “mais profundo e duradouro”, com uma regra de gastos mais rígida, mudanças nas despesas obrigatórias e uma trajetória de superávit primário considerada confiável pelo mercado.

O Morgan Stanley trabalha com a possibilidade de o mercado se aproximar da meta de 250 mil pontos para o Ibovespa no curto prazo. Isso representaria uma alta de cerca de 30% até o fim do ano, desde que permaneça a expectativa de mudança na política econômica. Para 2027, em seu cenário otimista, o banco projeta o dólar em R$ 4,50.

Já o JPMorgan estima uma expansão de cerca de 20% a 25% no múltiplo preço/lucro projetado para o MSCI Brazil. Aproximadamente metade desse movimento poderia ocorrer no curtíssimo prazo, equivalente a uma alta de 10% a 11%. O restante dependeria do resultado da eleição, da definição do plano macroeconômico e da equipe ministerial, além de avanços na redução dos juros e de um ambiente externo relativamente favorável.

Desempenho após o primeiro turno

Flávio Bolsonaro terminou o primeiro turno com 47,03% dos votos, contra 45,16% de Lula. Na segunda-feira (5), o Ibovespa subiu 7,70%, aos 206.911 pontos, enquanto o dólar caiu 4,11%, para R$ 5,001.

Analistas afirmam que a continuidade da alta dependerá da execução de uma agenda de ajuste fiscal, independentemente do vencedor. Marília Fontes, da Nord Investimentos, disse que “Se a lição de casa for feita do lado fiscal, há potencial para os ativos locais subirem ainda mais”.

Alexandre Pletes, da Faz Capital, considera possível uma alta de 30% para o Ibovespa até o fim do ano, mas ressalta que a projeção deve ser avaliada com cautela diante das limitações para a execução de medidas em 2027. Ricardo Salim, da Lumi Research, aponta como principal risco uma frustração com a trajetória fiscal. Ricardo Farias, do Fator, afirma que a apresentação dos planos de governo e a definição dos nomes dos ministérios serão importantes para sustentar o movimento.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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