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Brent recua e volta a subir, mas segue acima de US$ 100

Mercado acompanha informações conflitantes sobre oleoduto na Arábia Saudita e espera retomada das negociações entre EUA e Irã.

Brent recua e volta a subir, mas segue acima de US$ 100
Foto: Reuters

O petróleo oscila nesta segunda-feira (5), mas permanece acima de US$ 100 por barril. O movimento ocorre em meio a informações divergentes sobre o funcionamento do oleoduto Leste-Oeste, na Arábia Saudita, e à espera pela retomada das negociações de paz entre EUA e Irã.

O barril Brent, referência mundial, chegou a subir 1,11% e alcançou US$ 103,39 por volta das 19h de domingo (4), no horário de Brasília. Depois, recuou para US$ 100,67 às 5h, baixa de 1,55%, antes de voltar a avançar. Por volta das 9h, o contrato de dezembro era negociado a US$ 102,52, alta de 0,26%.

O WTI, referência usada nos EUA, era negociado a US$ 90, com desvalorização de 1,22% em relação ao fechamento de sexta-feira (2).

Na madrugada de segunda, autoridades iranianas afirmaram que o oleoduto Leste-Oeste estava fechado. Pessoas ouvidas sobre a operação contestaram a informação e disseram que o funcionamento continuava sem interrupções.

As tratativas de paz entre EUA e Irã estão paralisadas há mais de três meses. Enquanto isso, dados de transporte marítimo divulgados pela Kpler e pela Vortexa indicam que as exportações de petróleo do Oriente Médio ultrapassaram em setembro os níveis anteriores à guerra. O aumento ocorreu com maior volume de cargas dos produtores do Golfo Pérsico, apesar dos ataques a navios no estreito de Hormuz.

A Marisks, serviço de inteligência marítima, afirmou no sábado que os navios mercantes que passam pelo estreito enfrentam uma ameaça intensificada e "cada vez mais imprevisível", em razão do aumento recente no tráfego.

A média móvel de sete dias das exportações regionais chegou a 18,3 milhões de barris por dia (bpd) em 30 de setembro, conforme dados provisórios da Kpler. As cargas ficaram acima dos níveis anteriores à guerra em 14 dias de setembro, considerando também os trânsitos pelo estreito de Hormuz, pelo Mar Vermelho e as exportações feitas a partir de terminais.

Exportações do Oriente Médio

A alta dos embarques foi impulsionada pela Arábia Saudita, que ampliou os envios pelo Mar Vermelho e pelo Golfo três semanas após o ataque de 10 de setembro ao oleoduto Leste-Oeste, segundo a Kpler. A estatal iraquiana Oil Tanker Company e algumas refinarias também fretaram petroleiros para transportar petróleo de Basra pelo estreito, após Bagdá receber autorização do Irã para a passagem das embarcações.

A Vortexa informou que a média móvel de 14 dias das exportações de petróleo e condensado do Oriente Médio atingiu 18,6 milhões de bpd, acima da média sazonal de 10 anos e de volta aos níveis anteriores ao conflito.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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