SANTO DOMINGO — Representantes de emissoras de rádio e televisão, produtores de conteúdo e operadoras de TV paga se reuniram na capital da República Dominicana para discutir mudanças que devem influenciar a produção audiovisual nas Américas nos próximos anos.
Realizada entre terça e quarta-feira (13), a Cúpula da Indústria Audiovisual das Américas também marca os 80 anos da Associação Internacional de Radiodifusão (AIR). A entidade representa 17 mil emissoras comerciais de rádio e TV das Américas do Norte, Central e do Sul.
Desde 2023, a AIR é presidida por Paulo Tonet Camargo, vice-presidente institucional da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT) e vice-presidente de Relações Institucionais do Grupo Globo.
Temas em debate
A programação inclui discussões sobre a nova geração da TV conectada, o papel da TV aberta e o consumo de conteúdo pelo celular. Também estão na pauta as métricas de audiência em diferentes plataformas, a proteção de conteúdos na era digital, o combate à pirataria, a inteligência artificial e os novos desafios para a indústria.
Tonet afirmou que o encontro representa uma disposição do setor de formular uma nova visão para o futuro. Para ele, a AIR organiza sua atuação em três bases: liberdade de expressão, responsabilidade sobre os conteúdos distribuídos e sustentabilidade da indústria.
O executivo também defendeu a cooperação entre os países das três Américas para tratar de tecnologia, medição de audiência, proeminência e combate à pirataria. Segundo Tonet, nenhuma empresa ou país consegue enfrentar esses temas de forma isolada.
Flávio Lara Resende, vice-presidente jurídico da AIR e vice-presidente institucional da ABERT, destacou a participação brasileira na produção de conteúdo jornalístico e de entretenimento no rádio e na televisão. Ele disse que a reunião de radiodifusores de diferentes países pode contribuir para definir os rumos da radiodifusão, especialmente da televisão aberta.
Oitenta anos da AIR
Criada em 1946, a Associação Internacional de Radiodifusão afirma atuar em defesa da liberdade de expressão e da radiodifusão livre, privada e independente nas Américas. Ao longo desse período, acompanhou transformações tecnológicas, sociais e econômicas e defendeu a independência dos meios de comunicação, o pluralismo, a segurança jurídica e o direito de buscar, receber e difundir informações e opiniões.
Em comunicado sobre o aniversário, a AIR citou a transformação tecnológica, as novas formas de produção e distribuição, o desenvolvimento da inteligência artificial, a concorrência das plataformas digitais, a pirataria e os desafios de sustentabilidade dos meios de comunicação. A entidade declarou que pretende continuar representando a radiodifusão e criando condições para que meios e produtores sigam inovando e cumprindo sua função social.



