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Disputa por Fazenda de Flávio Bolsonaro reúne nomes ligados a Tarcísio e Eduardo

Roberto Campos Neto, Marcelo Kayath e outros economistas são considerados para a pasta em um eventual governo do senador.

Disputa por Fazenda de Flávio Bolsonaro reúne nomes ligados a Tarcísio e Eduardo
Foto: Folhapress

A vantagem de Flávio Bolsonaro (PL) nas pesquisas para o segundo turno presidencial acelerou a disputa interna pela escolha do ministro da Fazenda em um eventual governo do senador. Familiares, apoiadores e colaboradores defendem nomes diferentes para comandar a área econômica mais importante da Esplanada dos Ministérios.

A discussão ocorre depois de a campanha de Flávio sinalizar um corte de R$ 200 bilhões em despesas, equivalente a cerca de 1,5% do PIB. O governo Lula (PT) passou a pressionar a candidatura após a divulgação da proposta.

Campos Neto ganha espaço com apoio de Tarcísio

A reeleição de Tarcísio de Freitas (Republicanos) para o governo de São Paulo, com 62,65% dos votos, alterou a disputa. O governador passou a atuar de forma mais visível pela candidatura de Flávio, após divergências com a família Bolsonaro sobre seu desempenho no primeiro turno.

Nesse movimento, ganhou força o nome de Roberto Campos Neto, economista e ex-presidente do Banco Central. O ex-presidente da instituição teria o apoio de Tarcísio, e seu nome também passou a circular no mercado financeiro. Os dois trabalharam juntos no governo Jair Bolsonaro e mantêm uma amizade construída em Brasília.

Na terça-feira (6), Tarcísio e Flávio desembarcaram juntos no Terminal Executivo do Aeroporto de Brasília, depois de o governador acompanhar o senador a Goiânia para formalizar o apoio de Ronaldo Caiado à candidatura no segundo turno. Tarcísio também trabalhou para reunir Republicanos, União Brasil, PP e Podemos em torno de Flávio.

Campos Neto ocupa o cargo de vice-chairman e chefe global de Políticas Públicas do Nubank. A amigos, afirmou estar concentrado na estratégia de expansão internacional da instituição. Tarcísio e Campos Neto não comentaram.

Eduardo Bolsonaro apoia Marcelo Kayath

Eduardo Bolsonaro defende Marcelo Kayath, sócio da gestora QMS Capital e ex-executivo em posições de alta liderança no Credit Suisse. Kayath aproximou Flávio de banqueiros e empresários e tem apresentado propostas de ajuste fiscal para estabilizar as contas públicas, reduzir os juros e permitir o crescimento do país.

O nome, porém, enfrenta resistência entre apoiadores de Flávio por seu histórico de apoio ao presidente Lula e por críticas feitas à gestão de Paulo Guedes no Ministério da Economia.

Eduardo teve papel relevante na escolha de Flávio por Jair Bolsonaro para disputar a Presidência, em vez de Tarcísio. Por isso, aliados avaliam que ele poderá influenciar a escolha para a Fazenda caso Flávio confirme o favoritismo nas urnas.

Outros nomes são considerados

Daniella Marques, porta-voz econômica e coordenadora do plano de governo, aparece no centro da disputa. Ela deixou suas funções na Legends Capital em junho para se dedicar à campanha. Embora seja cotada para um superministério da área social, é amiga de Campos Neto e ocupa a vice-presidência do conselho econômico da Fiesp.

Segundo pessoas ligadas à campanha, Marques teria preferência por Alexandre Bettamio, executivo do Bank of America. Outro nome citado é Mansueto Almeida, economista-chefe do BTG Pactual, que já passou pelo Tesouro nos governos Michel Temer e Jair Bolsonaro. Mansueto tem dito a amigos que não pretende voltar ao governo.

Marques afirmou que seu foco está na eleição de Flávio Bolsonaro. “Todo nosso tempo e esforço é dedicado a eventos diários da campanha conversando com os brasileiros sobre as propostas e combatendo a rede criminosa de fake news da esquerda”, disse. Ela também declarou: “Não aceito que usem minhas relações pessoais para especular sobre articulações que simplesmente não existem.”

Adolfo Sachsida, ex-ministro de Minas e Energia e coordenador do núcleo econômico da campanha, também é considerado. Próximo de Jair e Carlos Bolsonaro, ele pode assumir uma pasta de infraestrutura ou o Planejamento.

Flávio não trata publicamente dos nomes, mas integrantes da campanha consideram que Jair Bolsonaro terá o maior peso na decisão. Um aliado próximo não descarta uma escolha de Rogério Marinho (PL-RN), ex-ministro do Desenvolvimento Regional, em uma negociação relacionada à disputa pelo comando do Senado.

Tereza Cristina (PP-MS), que chegou a ser considerada para a vice-presidência, também pode ocupar o Ministério das Relações Exteriores caso não construa sua candidatura ao Senado. Amiga de Campos Neto, ela havia defendido o nome dele para a Fazenda em uma conversa com Flávio no início da campanha.

Críticos de Tarcísio e Campos Neto dizem que a atuação do ex-presidente do Banco Central no caso Master poderia gerar problemas para Flávio. Amigos de Campos Neto afirmam, por outro lado, que o compromisso dele com o Nubank e o trabalho de expansão da instituição fora do Brasil podem dificultar seu retorno a Brasília.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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