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Grupo Veloci mira faturamento de R$ 500 milhões com expansão do automobilismo

Dono da Stock Car, grupo aposta em aquisições, serviços próprios e eventos para triplicar a receita até 2030.

Grupo Veloci mira faturamento de R$ 500 milhões com expansão do automobilismo
Foto: James Gasperotti/KTF Sports

O Grupo Veloci, controlador da Stock Car e de outras categorias de automobilismo, pretende triplicar o faturamento até 2030. A estratégia combina a compra de campeonatos, a internalização de serviços e a criação de novas oportunidades comerciais em torno das corridas.

O grupo deve encerrar o ano com receita de R$ 230 milhões, quase 30% acima do registrado em 2025. O valor considera as seis categorias sob seu controle: Stock Car Pro e Light, Fórmula 4 Brasil, Turismo Nacional, TCR Brasil e TCR South America.

Nos eventos, a Veloci quer aproximar patrocinadores e empresas parceiras. Para Lincoln Oliveira, CEO do grupo e pai do piloto Gabriel Bortoleto, a competição é parte de uma estrutura maior de negócios. “A paixão coloca o carro na pista, mas são os negócios que mantêm ele na pista”, afirmou.

Aquisições e serviços próprios

A empresa planeja anunciar ainda neste mês a compra do campeonato Ultimate Drift, criado pelo piloto João Barion. A conclusão depende do resultado da fase de diligência. Oliveira não informou o valor da operação.

A modalidade ganhou espaço no calendário da Veloci depois de atrair mais de 20 mil pessoas durante uma etapa realizada em Ribeirão Preto (SP), em agosto. Segundo Oliveira, o público acompanhou as corridas com comportamento semelhante ao de torcedores em uma partida de futebol.

Outra frente é a substituição de contratos pontuais por ativos próprios. A Veloci passou a comprar geradores, estruturas metálicas e equipamentos de telecomunicação que antes eram alugados a cada etapa. Como os materiais podem ser usados durante a temporada e por vários anos, a avaliação do grupo é que a mudança melhora o lucro operacional.

Entre os investimentos estão um painel de LED de 120 metros no pódio, uma sala reservada aos pilotos após as corridas e uma carreta de 23 metros que funciona como centro de controle. O veículo comanda mais de 180 câmeras usadas pela CBA (Confederação Brasileira de Automobilismo) na fiscalização em tempo real.

A empresa também criou lojas de souvenir e experiências pagas, como as voltas rápidas ao lado de pilotos profissionais oferecidas a convidados de patrocinadores. Para o ano que vem, estão previstas corridas de rua pela manhã, usando o autódromo fora do horário de competição.

Patrocínio e formação de profissionais

A Veloci registrou retorno publicitário de R$ 2 bilhões em 2025 e projeta crescimento de 19% nesse indicador em 2026. A métrica representa o valor equivalente em mídia gerado pela exposição das marcas patrocinadoras. O cálculo é desenvolvido em parceria técnica com o Ibope e segue uma referência da Fórmula 1.

O calendário inclui eventos como a Corrida do Milhão, a Stock Car Endurance e a final no autódromo de Interlagos. A Stock também prepara para o próximo ano uma série inspirada em “Drive to Survive”, produção que mostra os bastidores da Fórmula 1.

As gravações acompanham jovens pilotos da Stock Light e da TCR, que serão formados pela Academia da Stock Car. A proposta é mostrar a evolução dos campeões dessas categorias na principal divisão, além das decisões das equipes e da relação com competidores experientes.

A academia prevê uma vaga 100% paga para os novatos promovidos e também pretende formar mecânicos, engenheiros e telemetristas. De acordo com Oliveira, desenvolver profissionais internamente pode reduzir o custo de operação em um cenário de escassez de mão de obra especializada.

Plano de abertura de capital

Para os próximos anos, a holding pretende buscar uma janela para realizar um IPO. A meta é alcançar receita de R$ 500 milhões e esperar um ambiente macroeconômico favorável. Oliveira citou 2027 e 2028 como possíveis momentos para a operação.

Com Gabriel Bortoleto como referência para a marca, o executivo também considera uma expansão para outros países da América do Sul e, potencialmente, para a Europa. Segundo ele, esse movimento está relacionado à abertura de capital.

O Grupo Veloci controla a Vicar Promoções Desportivas, responsável pela promoção de eventos, e a Audace Tech, braço de tecnologia. Em 2025, o faturamento foi de R$ 180 milhões, com projeção de R$ 230 milhões em 2026. Entre os concorrentes listados estão Nascar Brasil, Porsche Cup Brasil e Copa Truck; o Ultimate Drift aparece como aquisição em andamento.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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