São Paulo, Segunda-feira, 12 de outubro de 2026
Dólar R$ 4,99 · Euro R$ 5,58 · Ibovespa 209.067 -0,00%
A economia explicada todos os dias
Economia

Site de Flávio Bolsonaro promete corrigir mínimo pela inflação

Campanha afirma que manterá programas sociais, mas não menciona reajustes do salário mínimo acima da inflação.

Site de Flávio Bolsonaro promete corrigir mínimo pela inflação
Foto: AFP

O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) lançou um site para contestar notícias falsas e, ao tratar do salário mínimo, afirmou que pretende preservar a correção pela inflação caso seja eleito. A campanha não se comprometeu com a manutenção de aumentos reais, ou seja, acima da inflação.

A regra em vigor prevê que o mínimo seja reajustado pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) do ano anterior, acrescido da variação positiva do PIB (Produto Interno Bruto). A política foi retomada por Lula em 2023. No governo atual, uma medida passou a limitar a expansão do salário mínimo a 2,5% acima da inflação, mesmo teto aplicado ao crescimento das despesas públicas pelo arcabouço fiscal.

O salário mínimo também serve de referência para benefícios sociais e da Previdência, o que afeta os gastos do governo. Durante os quatro anos do governo Jair Bolsonaro, o reajuste ficou limitado à inflação, sem ganho real.

Benefícios sociais e jornada de trabalho

A disputa sobre o tema integra o embate entre Flávio e Lula. Lula afirma que o adversário reduzirá ações sociais em nome de um ajuste fiscal. Flávio nega que pretenda fazer o ajuste sobre os mais pobres, embora seus assessores defendam uma forte contração dos gastos públicos.

No site, a campanha diz que o plano de governo não prevê a extinção do piso nacional e que o candidato não pretende desvincular o mínimo da inflação. O texto também afirma que o Bolsa Família e os programas assistenciais serão mantidos e que não haverá economia sobre os mais pobres e os aposentados.

Sobre o BPC (Benefício de Prestação Continuada), a resposta publicada não esclarece se haverá mudança na política de valorização do benefício. A campanha afirma que os programas sociais serão preservados, com aperfeiçoamento da gestão, correção de distorções e combate a fraudes. A mesma argumentação é usada para o Pé-de-Meia: o site nega que a redução de despesas implique o fim do programa, mas não apresenta uma proposta específica sobre sua continuidade.

O site também aborda a proposta de flexibilização da jornada de trabalho apresentada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador político da campanha, em oposição ao fim da escala 6x1. A campanha defende remuneração por hora trabalhada e afirma que direitos como FGTS, férias e 13º salário seriam mantidos.

BRB e Banco Master

Outro tema tratado é o Banco Master e o BRB (Banco de Brasília). O site não menciona as conversas entre Flávio e Daniel Vorcaro, ex-dono do Master, nem o repasse de ao menos R$ 65 milhões para um filme sobre Jair Bolsonaro.

A campanha afirma que não usará recursos de aposentados para cobrir o rombo do Master e sustenta que o presidente da República não tem ingerência sobre o BRB. A posição coincide com a de Lula, que declarou em 16 de setembro que o governo federal não daria dinheiro ao banco e não deixaria de pagar o Bolsa Família.

A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), aliada de Flávio, defende um empréstimo de até R$ 6,6 bilhões com garantia da União para cobrir o rombo no BRB. Depois que o partido dela anunciou apoio a Flávio, na quarta-feira (5), Celina afirmou que uma vitória do candidato daria fôlego para recuperar o banco.

O site foi divulgado na última quinta-feira (8). A campanha foi procurada por email na noite desta sexta-feira (9), mas não respondeu.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Assine nossa newsletterAs principais notícias do dia no seu e-mail.