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Economia

Dólar tem leve alta antes de pesquisa eleitoral e debate presidencial

Moeda americana avançava 0,06% nesta quinta-feira, enquanto investidores acompanhavam pesquisa eleitoral, petróleo e juros nos Estados Unidos.

Dólar tem leve alta antes de pesquisa eleitoral e debate presidencial

O dólar operava próximo da estabilidade nesta quinta-feira (1º), com alta de 0,06%, cotado a R$ 5,176, às 9h53. No Brasil, os investidores acompanhavam a divulgação de uma nova pesquisa Datafolha sobre as eleições para a Presidência e os governos de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Pernambuco e Distrito Federal.

O levantamento seria divulgado no início da noite, três dias antes do primeiro turno, marcado para domingo (4). Na sequência, estava previsto um debate entre os candidatos à Presidência na TV Globo, com início por volta das 21h20. A previsão era de participação do senador Flávio Bolsonaro (PL), enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) concederia entrevista a um podcast no mesmo horário.

Os resultados da pesquisa seriam comentados a partir das 19h por Luciana Chong, diretora do instituto, Mônica Bergamo, colunista, e Bruno Boghossian, diretor da sucursal de Brasília.

No mercado internacional, o índice DXY subia 0,31%. O indicador acompanha o dólar em relação a uma cesta de seis moedas fortes. O petróleo avançava cerca de 2% e voltava a superar US$ 100 por barril depois que a China suspendeu as exportações de derivados. O movimento poderia aumentar as tensões no mercado de combustíveis.

Petróleo e cenário internacional

No último dia 26, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse ter recusado uma proposta do Irã para um cessar-fogo de sete dias. O plano previa a reabertura temporária do estreito de Hormuz, em troca do encerramento do embargo econômico imposto por Washington e da retomada das negociações de paz. Desde então, houve poucas atualizações sobre um possível acordo entre os dois países.

Na véspera (30), o dólar fechou com queda de 0,82%, a R$ 5,173. A Bolsa subiu 1,36%, aos 186.340 pontos, depois de atingir alta de 2,18% durante o pregão. O desempenho refletiu dados de inflação dos Estados Unidos abaixo do esperado e a expectativa de alternância de poder no cenário eleitoral brasileiro.

Parte do mercado avaliava que uma eventual mudança de governo poderia levar a uma condução fiscal mais sólida. Uma percepção de maior controle da trajetória da dívida reduziria o prêmio exigido pelos investidores para financiar o governo e aliviaria a pressão sobre a curva de juros. Taxas mais altas encarecem o crédito para empresas e reduzem a expectativa de lucro das companhias, o que tende a pressionar a Bolsa.

O índice PCE, medida de inflação dos Estados Unidos acompanhada pelo Federal Reserve, subiu 0,3% em agosto. Em 12 meses, o indicador avançou 3,4%, abaixo da projeção de 3,7% dos analistas consultados pela Bloomberg. Economistas esperavam alta mensal de 0,3%.

As apostas de manutenção dos juros pelo Fed na reunião de 28 de outubro aumentaram para 63%, ante 49% na véspera. Atualmente, a taxa está entre 3,75% e 4%. A manutenção dos juros pode aliviar a pressão sobre mercados emergentes, ao evitar que o diferencial em relação às taxas americanas aumente.

O mercado também acompanhava a definição da Ptax de fim de mês, calculada pelo Banco Central com base nas cotações do mercado à vista. A taxa serve de referência para a liquidação de contratos futuros. A disputa pelas posições pode elevar a volatilidade na primeira metade da sessão, especialmente perto das janelas de coleta do BC, às 10h, 11h, 12h e 13h.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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