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IA pode reduzir valor de depósitos baratos para bancos em US$ 500 bilhões

Agentes de inteligência artificial podem aumentar o retorno dos clientes e pressionar uma fonte importante de receita das instituições financeiras.

IA pode reduzir valor de depósitos baratos para bancos em US$ 500 bilhões
Foto: Reuters

Agentes de inteligência artificial podem reduzir em aproximadamente US$ 500 bilhões (R$ 2,5 trilhões) o valor dos depósitos baratos para os bancos americanos, caso direcionem recursos parados nas contas para aplicações com rendimento maior. A estimativa considera depósitos que hoje contribuem para uma das principais fontes de receita das instituições.

Os assistentes poderiam avisar quando o cliente encontrasse uma condição melhor para o saldo excedente ou transferir automaticamente o dinheiro para um fundo de mercado monetário. Atualmente, contas de depósito com acesso imediato pagam rendimento quase nulo, enquanto os bancos usam parte desses recursos para obter retornos maiores.

Pressão sobre a receita bancária

Cerca de dois terços da receita dos bancos vêm do spread bancário, diferença entre o custo de captação e o valor cobrado nos empréstimos. JPMorgan Chase, Bank of America e Wells Fargo mantêm US$ 1,6 trilhão (R$ 8 trilhões) em depósitos sem juros, equivalentes a 16% de seus passivos.

Se esses depósitos passassem a receber uma taxa de 3%, o custo anual para as três instituições chegaria a US$ 47 bilhões (R$ 234,7 bilhões), quase metade da soma de seus lucros anuais.

A perda efetiva pode ser menor porque há obstáculos para a movimentação automática dos recursos. Entre eles está a confiança dos clientes nos agentes e a definição de responsabilidade caso uma transferência seja feita para o destino errado.

A Mercer Capital estima que o chamado ativo intangível de depósitos principais costuma representar 2% ou 3% do saldo das contas adquiridas em operações entre bancos. Aplicada aos US$ 20 trilhões (R$ 100 trilhões) em depósitos dos bancos americanos, dos quais cerca de 80% são considerados principais, essa proporção resulta em aproximadamente US$ 500 bilhões (R$ 2,5 trilhões).

O valor corresponde a cerca de um décimo do total dos bancos americanos listados em bolsa, conforme dados da S&P Capital IQ.

Ganhos potenciais com a tecnologia

A inteligência artificial também pode reduzir custos, melhorar a precificação de empréstimos e evitar erros humanos. Um exemplo citado são as transferências equivocadas de US$ 900 milhões (R$ 4,49 bilhões) do Citigroup.

Brian Moynihan, presidente-executivo do Bank of America, afirmou no mês passado que o banco gastou US$ 400 milhões (R$ 2 bilhões) em melhorias relacionadas à IA e obteve US$ 800 milhões (R$ 4 bilhões) em benefícios.

Para os investidores, porém, os agentes ainda não estão entre os principais riscos. Mais da metade dos investidores de bancos apontou altas dos juros pelo Fed (Federal Reserve) como a maior ameaça às avaliações das instituições, em pesquisa da Truist realizada no fim de setembro.

Jamie Dimon, presidente-executivo do JPMorgan, costuma alertar que o sistema bancário não enfrenta uma crise de crédito há mais de uma década e que outra já estaria atrasada.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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