O Ibovespa encerrou esta sexta-feira (9) com alta de 1,38%, aos 209.067 pontos, e registrou novo recorde de fechamento. O dólar caiu 0,79% e terminou cotado a R$ 4,9845.
A inflação brasileira também esteve entre os principais temas do mercado. O indicador subiu 0,82% em setembro, depois de recuar 0,32% no mês anterior. As maiores pressões vieram dos grupos Habitação, com o fim do bônus de Itaipu nas contas de luz, e Transportes, influenciado pelo aumento das passagens aéreas e dos combustíveis. Dados de confiança do consumidor dos EUA também foram acompanhados pelos investidores.
Petróleo mantém volatilidade
As incertezas relacionadas ao conflito no Oriente Médio continuaram afetando as negociações do petróleo. Donald Trump afirmou na véspera que não atacaria o Irã antes das eleições de meio de mandato e classificou como “produtivas” as conversas com Teerã.
O bloqueio às exportações iranianas e os ataques a petroleiros no Estreito de Ormuz, porém, mantiveram as dúvidas sobre a duração do conflito e seus efeitos sobre os preços da energia.
Perto das 17h, o barril do Brent subia 0,21%, a US$ 104,06. O WTI avançava 0,21%, para US$ 91,30 o barril.
O Brent acumulava queda de 4,43% na semana, de 3,67% no mês e de 9,19% no ano. O WTI registrava alta de 8,82% na semana, de 12,20% no mês e de 29,75% no ano.
Bolsas no exterior
Nos Estados Unidos, o Dow Jones subiu 0,83%, o S&P 500 avançou 0,58% e o Nasdaq Composite ganhou 0,64%.
Na Europa, o STOXX 600 teve alta de 1%, revertendo a queda semanal. O DAX, da Alemanha, subiu 1,13%; o CAC-40, da França, avançou 0,95%; e o FTSE 100, do Reino Unido, ganhou 1,06%.
Na Ásia, os mercados fecharam mistos em uma semana de negócios reduzida por feriados em alguns dos principais índices. Uma onda de vendas de ações ligadas à inteligência artificial influenciou parte da região. O SSEC subiu 0,05%, e o CSI300 avançou 0,16%. O Nikkei caiu 0,02%, enquanto o Hang Seng valorizou 1,79%. O Kospi e o Taiex permaneceram fechados.
Pesquisa eleitoral
A primeira pesquisa Datafolha do segundo turno apontou Flávio Bolsonaro com 49% das intenções de voto, ante 45% de Lula. A diferença de quatro pontos é considerada empate técnico no limite da margem de erro, de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, com maior probabilidade de Flávio Bolsonaro estar à frente.
Nos votos válidos, Flávio Bolsonaro aparece com 52%, e Lula, com 48%. O levantamento ouviu 2.520 pessoas de 16 anos ou mais entre os dias 6 e 7 de outubro. O nível de confiança é de 95%, e o registro na Justiça Eleitoral é BR-0949/2026.
A pesquisa indicou ainda que 49% desaprovam o governo Lula, enquanto 48% aprovam. Na pesquisa anterior, divulgada uma semana antes, os percentuais eram os mesmos.



