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Economia

Imprensa estrangeira destaca avanço de Flávio e peso da economia na eleição brasileira

Jornais associam o resultado ao crescimento da direita na América Latina, à influência de Donald Trump e ao endividamento das famílias.

Imprensa estrangeira destaca avanço de Flávio e peso da economia na eleição brasileira
Foto: Reprodução

O resultado do primeiro turno da eleição presidencial brasileira, realizado no domingo (4), foi destacado por jornais dos Estados Unidos, da Europa, da América Latina e da Ásia. As publicações ressaltaram o avanço do senador Flávio Bolsonaro (PL) sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e relacionaram o desempenho da direita a fatores econômicos e políticos.

O The New York Times afirmou que uma vitória de Flávio no segundo turno representaria o maior triunfo da direita em ascensão na América Latina. O jornal também associou o candidato à possibilidade de Donald Trump ampliar a influência dos Estados Unidos na região e classificou o Brasil como o “troféu que falta” para a Casa Branca.

A publicação destacou ainda a promessa de Flávio de fortalecer os vínculos comerciais com os Estados Unidos. Em sentido oposto, uma eventual recuperação de Lula seria apresentada como resistência ao avanço da direita latino-americana, já que o presidente brasileiro teria desafiado Trump em diferentes ocasiões.

Descontentamento e economia

Na França, o Le Monde atribuiu o resultado ao descontentamento dos eleitores e descreveu a reação de apoiadores de Lula no Rio de Janeiro. O jornal afirmou que o bolsonarismo continua presente no país e que a reversão do resultado no segundo turno será um dos maiores desafios da carreira política do presidente.

O Le Figaro destacou a surpresa com a votação de Flávio, diante da vantagem de Lula indicada pelas pesquisas até a véspera. O Le Parisien apresentou o senador como herdeiro político de Jair Bolsonaro e registrou sua confiança em uma vitória no segundo turno de 25 de outubro.

O El País descreveu o resultado como uma vitória da direita e apontou que Lula terá três semanas para reconstruir a coalizão formada em 2022 contra Jair Bolsonaro. A publicação também relacionou a perda de votos do presidente à economia cotidiana, ao crédito caro e ao cansaço de parte do eleitorado.

O argentino Clarín chamou atenção para a abstenção de 21% e interpretou o resultado como um voto de castigo de eleitores de baixa renda, tradicionalmente fiéis a Lula, mas pressionados por dívidas. O La Nación apresentou Flávio como uma nova esperança para a direita latino-americana e relacionou o cenário à chamada “onda azul” de governantes de direita e ultradireita.

Trump, mercado e direita

Na Itália, o La Repubblica classificou a votação de Flávio como inesperada e a derrota de Lula como desastrosa. O jornal também destacou a eleição de Michelle Bolsonaro ao Senado e sua possível participação na sucessão política da família.

O Corriere della Sera descreveu a eleição como uma disputa sob influência dos Estados Unidos e associou o programa de Flávio à receita defendida pelo argentino Javier Milei. A publicação afirmou que o senador se alinha à direita internacional liderada por Trump.

O Financial Times apontou Flávio como favorito no segundo turno porque parte dos candidatos derrotados, como Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo), pertence a partidos de direita. O jornal também informou que a campanha do PL prioriza o combate ao crime organizado, a redução de gastos públicos, a aproximação com os Estados Unidos e a libertação de Jair Bolsonaro.

Analistas ouvidos pelo jornal avaliaram que o mercado reagiu positivamente à vantagem de Flávio, diante da expectativa de maior rigor fiscal e de reformas voltadas ao crescimento. Contratos ligados ao real e um ETF de ações brasileiras registraram fortes altas.

A BBC destacou a corrupção como tema central da campanha, após o escândalo do Banco Master, de Daniel Vorcaro. A rede também mencionou o endividamento pessoal e a desaceleração do crescimento como temas econômicos relevantes.

Na Ásia, a Xinhua citou a proximidade entre Trump e Flávio e a promessa do candidato de tornar o Brasil um aliado próximo dos Estados Unidos. O site também mencionou a pressão tarifária de Washington, os desentendimentos entre os governos e a queda da confiança dos brasileiros nos Estados Unidos.

O Herald Economy, da Coreia do Sul, associou a votação de Flávio à frustração com a gestão econômica de Lula. O Seoul Shinmun afirmou que a dinastia de extrema direita assumiu a liderança da corrida presidencial. No Japão, a TV Kyoto destacou o posicionamento pró-americano do senador, enquanto o Nikkei apontou diferenças nas propostas econômicas e diplomáticas dos candidatos.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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