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Planos presidenciais divergem sobre petróleo e transição para energia limpa

Oito dos 12 candidatos defendem medidas para combustíveis fósseis, enquanto nove propõem investimentos em fontes renováveis.

Planos presidenciais divergem sobre petróleo e transição para energia limpa
Foto: Folhapress

Oito dos 12 candidatos à Presidência apresentam propostas para manter ou ampliar a produção de petróleo e gás natural. Ao mesmo tempo, nove defendem políticas de investimento em fontes renováveis, como energia eólica, solar, hidrelétrica, hidrogênio verde e biocombustíveis.

Os dados estão nos planos de governo enviados ao Tribunal Superior Eleitoral e nas respostas das campanhas. Para Taciana Stec, especialista em política climática do Instituto Talanoa, nenhum dos documentos apresenta um cronograma efetivo para a transição energética. “É um sinal de que os candidatos não entendem a pauta como algo central”, afirmou.

Lula e Flávio Bolsonaro

O plano de governo de Lula (PT), candidato à reeleição, prevê ampliar a participação das fontes renováveis e substituir progressivamente combustíveis fósseis por biocombustíveis e combustíveis de baixa intensidade de carbono. O documento também afirma que o país continuará participando do debate internacional sobre o caminho para a transição dos fósseis, defendido pelo Brasil na COP30.

A campanha de Lula diz que o país continuará produzindo petróleo e gás, mas afirma que isso não autoriza uma expansão ilimitada do setor. Segundo a proposta, os investimentos devem considerar o licenciamento ambiental, a viabilidade econômica, as metas climáticas nacionais e o risco de criar ativos incompatíveis com a descarbonização.

Rosana Santos, diretora executiva do Instituto E+ Transição Energética, avalia que o plano mantém a estratégia de explorar petróleo e gás e usar os lucros dessas atividades para financiar a descarbonização. Suely Araújo, coordenadora de políticas públicas do Observatório do Clima, afirma que o documento combina o estímulo a fontes renováveis e tecnologias de baixo carbono com a manutenção da importância do petróleo.

Flávio Bolsonaro (PL) propõe um Programa Nacional de Segurança Energética voltado a refino, processamento e transporte de combustíveis e gás. O plano também prevê modernizar a rede de transmissão, integrar fontes renováveis, fortalecer biocombustíveis e financiar o biogás.

O documento não menciona uma redução na produção de combustíveis fósseis e propõe transformar a riqueza de petróleo e gás em energia e emprego. Também prevê permitir o fracking, técnica que usa água e produtos químicos para fraturar rochas e liberar gás. A proposta menciona responsabilidade ambiental nessa exploração.

Demais propostas

Augusto Cury (Avante) propõe ampliar investimentos em energia solar, eólica, biomassa, pequenas centrais hidrelétricas e outras fontes renováveis. Entre as metas estão alcançar 90% de matriz energética limpa até 2040 e colocar o país entre os três maiores exportadores de hidrogênio verde até 2035. O candidato também defende uma zona franca no Rio de Janeiro voltada à cadeia de petróleo e gás.

Ronaldo Caiado (PSD) chama o petróleo de pilar da matriz e motor da transição. Seu plano propõe uma estratégia energética com horizonte de 30 anos, integrando eletricidade, petróleo, gás e minerais, além de usar receitas da commodity para financiar a transição.

Romeu Zema (Novo) defende destravar investimentos em petróleo e gás e criar um calendário regular de leilões de áreas de exploração e produção. O candidato também propõe ampliar a energia limpa e acelerar a eletrificação.

Renan Santos (Missão) menciona hidrogênio verde e o desperdício de energia limpa, mas sugere criar o Polo Industrial de Suape, em Pernambuco, abastecido com gás natural. Edmilson Costa (PCB) defende reduzir a geração por combustíveis fósseis, embora mantenha o uso dessas fontes durante a transição, e propõe um fundo com recursos do petróleo.

Samara Martins (UP) apoia ampliar a capacidade produtiva nacional de petróleo e, simultaneamente, criar um programa de transição. Hertz Dias (PSTU) se opõe à exploração de petróleo na Foz do Amazonas, defende o fim dos leilões e rejeita o aumento da participação dos combustíveis fósseis na matriz energética.

Os planos de Rui Costa Pimenta (PCO) e Clariana Barão (DC) não apresentam propostas específicas para a transição. Wilson Grassi (Democrata) menciona apenas o uso de fontes renováveis para atrair indústrias.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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