A Opep+ decidiu manter em novembro as metas de produção de petróleo dos principais países do grupo. A medida foi anunciada após uma videoconferência mensal realizada no domingo (4) e segue o cronograma atual da coalizão.
O subgrupo responsável pela decisão reúne sete países e é liderado por Arábia Saudita e Rússia. Os integrantes voltarão a se reunir virtualmente em 1º de novembro, quando devem concluir os planos para dezembro.
A manutenção das cotas ocorre enquanto o conflito no Oriente Médio paralisa parte relevante da produção do grupo. Os contratos futuros do petróleo voltaram a se aproximar de US$ 100 (R$ 522) por barril, e o diesel alcançou preços recordes nas bombas. Diante desse cenário, os países do G7 liberaram estoques de emergência.
Produção e próximos passos
A Opep e seus aliados já haviam indicado que interromperiam os aumentos das cotas até o fim deste ano. Antes disso, a aliança aprovou reajustes modestos ao longo dos seis meses até agosto. Na prática, esses aumentos tiveram efeito limitado por causa do impacto da guerra no Irã sobre a produção do golfo Pérsico.
Os reajustes reverteram, em tese, os cortes feitos em 2023 e podem ampliar a margem de países do grupo na região do golfo para elevar a produção quando o conflito terminar. Ainda assim, a produção de Arábia Saudita, Iraque e Kuwait permanece significativamente abaixo dos níveis anteriores ao conflito.
O Comitê Ministerial Conjunto de Monitoramento também se reuniu no domingo e reiterou sua "preocupação com os ataques à infraestrutura energética" e seus impactos sobre a estabilidade do mercado.
A próxima decisão relevante será sobre a retomada de outra parcela da produção suspensa em 2022. O processo deve considerar o resultado de uma auditoria sobre a capacidade produtiva dos países-membros. A política para o próximo ano será definida em reunião ministerial plenária em 29 de novembro, mesma data da próxima sessão do comitê.


