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Estudo aponta falta de planos completos de saneamento entre candidatos a governador

Levantamento do Instituto Trata Brasil avaliou propostas de 62 candidaturas competitivas em quatro eixos de saneamento.

Estudo aponta falta de planos completos de saneamento entre candidatos a governador
Foto: Folhapress

49 dos 62 candidatos mais competitivos aos governos estaduais não apresentaram planos abrangentes de saneamento, segundo levantamento do Instituto Trata Brasil. O estudo avaliou os postulantes considerados com maior probabilidade de eleição ou de disputa do segundo turno, sem divulgar os nomes por categoria.

A análise considerou quatro eixos: planejamento para a universalização; investimentos e superação de gargalos; governança e regulação; e metas tangíveis. Um plano foi classificado como abrangente quando alcançou os quatro eixos.

Diferenças entre as regiões

O Nordeste teve a maior proporção de candidaturas com planos abrangentes: seis entre as 20 analisadas, o equivalente a 30%. O Sudeste ficou em seguida, com dois casos entre nove candidaturas, ou 22%.

Na região Norte, foram três planos abrangentes entre 17 candidaturas, ou 18%. O Sul teve um caso entre seis, equivalente a 17%, enquanto o Centro-Oeste registrou um entre dez, ou 10%.

Pernambuco foi o único estado em que os programas dos dois principais candidatos alcançaram a classificação máxima. Raquel Lyra (PSD) e João Campos (PSB) apareciam em vantagem sobre os demais candidatos nas últimas pesquisas da Quaest e do Datafolha.

Campos incluiu no programa o monitoramento das metas de universalização, o fortalecimento da regulação, a fiscalização das concessionárias e a priorização de territórios mais vulneráveis. Também propôs uma política integrada de segurança hídrica, recuperação de bacias e despoluição dos rios.

Lyra prevê avançar na universalização com investimentos públicos e parcerias privadas, repactuar o contrato da PPP do Saneamento para antecipar o prazo de cobertura da região metropolitana do Recife, atrair investimentos privados e ampliar o acesso à água em zonas rurais.

Propostas em São Paulo

Em São Paulo, o Trata Brasil avaliou os planos dos dois candidatos com maior intenção de voto: Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Fernando Haddad (PT). Nenhum foi considerado superficial. Um foi classificado como transversal, por alcançar dois ou três eixos, e o outro como abrangente. O instituto não informou a qual candidato corresponde cada classificação.

O programa de Tarcísio prevê a universalização do saneamento até 2029 nos 371 municípios da URAE-1, a Unidade Regional de Serviços de Abastecimento de Água Potável e Esgotamento Sanitário operada pela Sabesp. O prazo é quatro anos anterior ao estabelecido pelo Marco Legal do Saneamento. Os investimentos previstos no programa vão superar R$ 70 bilhões.

Para os demais municípios, a proposta prevê suporte técnico e financeiro do estado. Haddad propõe revisar, em até 180 dias, o contrato da Sabesp, com o objetivo de dar transparência às regras e à prestação de contas, cobrar metas de universalização e redução de perdas e rever a metodologia tarifária prevista em contrato.

O plano de Haddad também prevê a reestruturação gradual da Arsesp, a Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo, com aumento do quadro de servidores. Entre as propostas estão ainda a ampliação da tarifa social e a oferta de infraestrutura básica de saneamento à população em situação de rua, incluindo bebedouros, banheiros públicos e higienização de roupas.

Metas nacionais e metodologia

O Marco Legal do Saneamento estabelece que, até o final de 2033, 99% da população brasileira deverá ter acesso à água tratada e 90% deverá contar com coleta e tratamento de esgoto.

Para definir o número de candidatos competitivos em cada estado e no Distrito Federal, o Instituto Trata Brasil adaptou o critério de Laakso e Taagepera ao percentual de intenção de voto. O modelo mede o número efetivo de partidos de um sistema partidário considerando o peso de cada sigla, e não apenas sua existência.

O levantamento usou pesquisas de intenção de voto da Quaest divulgadas entre 22 de agosto e 4 de setembro de 2026. Para o Piauí, foi utilizada uma pesquisa do Datafolha de 22 de agosto de 2026.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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