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Tesouro Direto interrompe operações durante turbulência nos juros e ativos brasileiros

Tesouro Nacional atribuiu a indisponibilidade à volatilidade dos mercados após o resultado do primeiro turno das eleições nacionais.

Tesouro Direto interrompe operações durante turbulência nos juros e ativos brasileiros
Foto: Rafael Hupsel/Folhapress

A plataforma Tesouro Direto, administrada pelo Tesouro Nacional, ficou indisponível nesta segunda-feira (5), enquanto os mercados brasileiros registravam forte oscilação. O movimento atingiu títulos públicos, juros futuros e outros ativos domésticos.

O Tesouro Nacional informou que a interrupção ocorreu por causa da alta volatilidade observada durante a manhã. A instabilidade veio após o resultado do primeiro turno das eleições nacionais, que terminou com Flávio Bolsonaro na liderança, com 47,03% dos votos, à frente de Lula, atual presidente, que obteve 45,16%. Os dois disputarão o segundo turno, marcado para o próximo dia 25.

Juros futuros e renda fixa

Durante o pregão, as taxas futuras recuaram. A taxa DI de 2029 caiu 109 pontos-base, para 12,66%, enquanto a taxa DI de 2028 diminuiu 79 pontos-base, para 12,72%. Esses indicadores refletem as expectativas do mercado para o comportamento futuro da Selic e do CDI e são usados como referência em empréstimos e financiamentos.

A redução dos juros futuros diminui as taxas de novas aplicações de renda fixa. Também tende a beneficiar títulos prefixados e atrelados à inflação que já estejam nas carteiras dos investidores, por causa da marcação a mercado. Juros menores ainda podem reduzir o custo do crédito e estimular consumo e investimentos.

No Tesouro Direto, o título IPCA+ 2035 era negociado com uma taxa adicional de 6,99%, além da variação da inflação, ante 7,66% no pregão da última sexta-feira (2).

A Bolsa também reagiu. O Ibovespa encerrou o dia aos 206.911 pontos, alta de mais de 7% e recorde de fechamento.

Parte dos investidores avaliou que uma eventual troca de governo, com Flávio Bolsonaro no lugar de Lula, poderia levar a uma condução fiscal mais sólida e reduzir a percepção de risco dos ativos brasileiros. Para Leonel Oliveira Mattos, analista de inteligência de mercados da StoneX, o desempenho das candidaturas de direita reforçou essa expectativa.

“As reações dos agentes do mercado financeiro desde agosto já revelavam uma preferência pela mudança”, afirmou Mattos. Na avaliação dele, a possibilidade de alternância teria reduzido a percepção de riscos fiscais e provocado euforia no mercado.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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