São Paulo, Segunda-feira, 12 de outubro de 2026
Dólar R$ 4,99 · Euro R$ 5,58 · Ibovespa 209.067 -0,00%
A economia explicada todos os dias
Economia

Títulos globais se acalmam após alta dos custos de financiamento nos EUA

Rendimentos de títulos europeus recuaram ou ficaram estáveis, enquanto investidores monitoram inflação e riscos para a dívida soberana.

Títulos globais se acalmam após alta dos custos de financiamento nos EUA
Foto: Pedro Affonso/Folhapress

O mercado global de títulos mostrou sinais de estabilização nesta sexta-feira (2), depois de uma sessão de fortes perdas que elevou os custos de financiamento dos Estados Unidos ao maior patamar desde 2002. O movimento anterior também trouxe volatilidade aos papéis soberanos europeus.

O rendimento dos títulos do Tesouro americano de 10 anos permaneceu em 5,24%. Na Europa, o desempenho foi desigual. O retorno dos Bunds alemães de 10 anos caiu 0,09 ponto percentual, para 3,43%, com a busca de investidores por ativos considerados seguros na zona do euro.

Na França, o rendimento do título de dez anos recuou 0,01 ponto percentual, para 4,91%. Na quinta-feira (1), o indicador havia subido até 0,1 ponto percentual após a apresentação de uma proposta de orçamento para 2027 aumentar as preocupações com as contas públicas do país.

A diferença entre as taxas francesa e alemã, conhecida como spread, chegou a 1,5 ponto percentual, o maior nível desde 2012. Na Itália, os títulos equivalentes encerraram estáveis nesta sexta-feira (2), em 4,71%, depois de também terem sido atingidos pela onda de vendas da quinta-feira (1).

Inflação e mercados

Os títulos perderam parte da valorização registrada mais cedo após a inflação da zona do euro chegar a 3,8%, o maior nível em três anos e acima das projeções. A inflação subjacente ficou dentro do esperado.

O euro recuava 0,1% em relação ao dólar, negociado a US$ 1,123 (R$ 5,87). O petróleo Brent caía 2,1%, para US$ 100,15 (R$ 523,71) por barril, movimento que contribuiu para a acomodação dos mercados.

Investidores acompanharam os dados de inflação em busca de sinais sobre a possível reação do BCE (Banco Central Europeu) à crise energética provocada pelo conflito no Oriente Médio. As Bolsas também avançavam: o Stoxx Europe 600 subia 0,4%, e os contratos futuros do S&P 500 tinham alta de 0,4%.

Henry Allen, estrategista macroeconômico do Deutsche Bank, disse que a turbulência anterior lembrava a crise do euro, com atenção para o risco de contágio entre as dívidas soberanas. Estrategistas do ING afirmaram que a percepção do mercado sobre a dívida europeia estava se deteriorando.

Investidores, contudo, permaneciam atentos à possibilidade de novas vendas e ao impacto de juros mais altos sobre os mercados. Grace Tam, vice-diretora de investimentos para a Ásia do BNP Paribas Wealth Management, afirmou: “Podemos ver novos saltos nos rendimentos”.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Assine nossa newsletterAs principais notícias do dia no seu e-mail.