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UE estuda tributo amplo para cobrar mais de grandes empresas

Proposta em discussão incluiria grupos de tecnologia dos EUA, mas também outras grandes companhias com operações no bloco europeu.

UE estuda tributo amplo para cobrar mais de grandes empresas
Foto: Nicolas Tucat/AFP

A União Europeia estuda reformular um tributo sobre grandes empresas para aumentar a arrecadação do bloco sem criar uma cobrança dirigida especificamente às big techs dos Estados Unidos. A medida incluiria companhias de tecnologia como Apple, Meta e Google, mas também empresas de outros setores.

A proposta em análise modificaria o chamado Recurso Corporativo para a Europa (Core). Na versão atual, o mecanismo exigiria de empresas com operações na UE e receita anual superior a 100 milhões de euros (R$ 560,23 milhões) uma contribuição tributária anual de valor fixo.

Mudanças em discussão

A Comissão Europeia avalia ajustar os limites e os valores da contribuição para concentrar a cobrança em corporações de grande porte. O objetivo seria elevar a arrecadação obtida com grupos de tecnologia e reduzir as críticas de que o Core atingiria empresas europeias de médio porte.

O novo formato abrangeria todos os tipos de empresas, e não apenas as especializadas em serviços digitais. Os detalhes, porém, ainda estavam em discussão. A alteração precisaria do consentimento dos 27 países da UE.

A proposta enfrenta resistência da maioria dos governos do bloco, que argumentam que a cobrança poderia colocar companhias europeias de médio porte em desvantagem diante de concorrentes estrangeiras. A exclusão dessas empresas poderia ampliar o apoio entre os países, segundo autoridades envolvidas nas negociações.

O Core integra um pacote de cinco novos tributos, chamados de recursos próprios. Juntos, eles poderiam arrecadar cerca de 60 bilhões de euros (R$ 336,14 bilhões) por ano para o orçamento comum da UE a partir de 2028.

Risco de reação dos Estados Unidos

A discussão ocorre enquanto os países da UE negociam o orçamento comum e enfrentam restrições de gastos nacionais. O bloco também evita adotar uma cobrança que possa ser interpretada como uma medida contra empresas digitais americanas.

Os esforços internacionais para elevar a tributação de grandes empresas de serviços digitais perderam força. Um acordo mediado pela OCDE em 2021, que previa mais impostos para multinacionais nos países onde realizam vendas, chegou a um impasse depois da reeleição de Donald Trump em 2024. Uma autoridade europeia classificou o acordo como “morto”.

A UE havia suspendido a legislação para um imposto sobre serviços digitais em todo o bloco para permitir a implementação do acordo global. A possibilidade de retomar uma cobrança específica para o setor, no entanto, é considerada pouco provável por causa do temor de retaliação dos Estados Unidos.

França, Itália, Espanha e Áustria já têm impostos nacionais sobre serviços digitais e foram alvo de investigações americanas com base na Seção 301. Essas investigações podem resultar na aplicação de tarifas comerciais retaliatórias.

A Comissão Europeia afirmou estar pronta para apoiar o Conselho da UE e o Parlamento Europeu na busca de um acordo sobre o pacote de recursos próprios neste ano. A instituição classificou o pacote como essencial para financiar as prioridades conjuntas do bloco ao longo da próxima década.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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