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Ana Elisa relata ameaças após ser escolhida por Lula para campanha digital

Deputada federal eleita pelo PT diz receber ameaças de morte e estupro e teve a abertura de inquérito solicitada pelo Ministério da Justiça.

Ana Elisa relata ameaças após ser escolhida por Lula para campanha digital
Foto: Reprodução

A deputada federal eleita Ana Elisa (PT), de 21 anos, passou a sofrer ataques racistas e ameaças de morte e estupro depois de ser escolhida pelo presidente Lula (PT) para ajudar na coordenação da campanha online no segundo turno. O Ministério da Justiça solicitou a abertura de um inquérito pela Polícia Federal.

Em um vídeo publicado no Instagram, Ana Elisa afirmou receber ameaças desse tipo "a cada dois minutos". Em entrevista, declarou ser a primeira mulher negra em 200 anos a chegar à Câmara com 21 anos e disse que, apesar dos riscos, viveu experiências que sua ancestralidade não teve a oportunidade de viver.

Uma das mensagens direcionadas à deputada eleita afirma que o autor pretende "pôr um fim" à vida dela. O texto também diz que mulheres pretas não deveriam representar o povo e faz referências explícitas a estupro.

Após as ameaças, Ana Elisa desativou sua conta no X. Ao mesmo tempo, perfis como o do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) compartilharam publicações antigas atribuídas a ela. Os conteúdos defendiam o aborto e criticavam igrejas evangélicas.

Publicações atribuídas à deputada

Uma das mensagens teria sido publicada durante a discussão do projeto de lei antiaborto por estupro, que criminalizaria a interrupção da gravidez mesmo em casos de violência sexual. No texto, Ana Elisa teria escrito: "O aborto é livre, queima essa bancada evangélica, queima esse PL".

Outros perfis divulgaram vídeos em que ela classificava como racistas as críticas ao Carnaval. As contas, que publicaram mensagens semelhantes no mesmo período, também acusaram a deputada de praticar "racismo reverso". O conceito é contestado por críticos que afirmam não existir no país uma estrutura histórica e social capaz de colocar pessoas negras em posição de subjugar pessoas brancas.

Outra publicação atribuída a Ana Elisa dizia, em tom de ironia: "Lula, para de fazer coisas boas para o Brasil, cadê o kit gay e o fechamento das igrejas?".

Ana Elisa foi eleita por Minas Gerais com 524.219 votos, a segunda maior votação do estado. Ela integra a chamada ala jovem da bancada federal do PT e ganhou espaço na campanha de Lula.

A estratégia de redes sociais do presidente mudou desde o início da campanha do segundo turno. Na quarta (7), Lula publicou um vídeo em formato selfie, segurando o celular e convocando apoiadores a sair às ruas e conversar com outras pessoas. A gravação foi divulgada no mesmo dia em que ele disse a aliados, em Brasília, que a campanha do primeiro turno havia sido a menos organizada de que participou desde 1989. A fala foi transmitida por acidente no canal do PT no YouTube.

A assessoria de imprensa da deputada eleita e o PT foram procurados para comentar os ataques, mas não houve retorno até a última atualização.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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