RIO DE JANEIRO — André Marinho, candidato do Partido Novo ao governo do Rio de Janeiro, afirmou após votar que a eleição foi marcada pelo afastamento de parte do eleitorado em relação à política tradicional. Para ele, o cenário expressa sentimentos de cansaço e frustração da população.
O candidato chegou às 9h45 deste domingo (4) ao Shopping Fashion Mall, em São Conrado, na Zona Sul do Rio. O voto foi depositado uma hora depois. Marinho estava acompanhado do pai, o empresário Paulo Marinho, da avó e da candidata a vice, a tenente-coronel Erigreyce, também do Novo.
“Estou convencido de que o Rio de Janeiro tem jeito, pela força do seu povo”, declarou. André Marinho disse que o estado não precisa ficar limitado aos mesmos grupos políticos e destacou o voto como instrumento para que a população manifeste sua insatisfação e indique os rumos desejados.
Ao comentar a apuração, o candidato afirmou estar animado, mas evitou fazer previsões. “A pesquisa que vale é hoje, neste domingo. O jogo só termina quando termina”, disse.
Trajetória
Aos 32 anos, Marinho é comunicador, empresário e apresentador carioca. Formou-se em Direito pelo IBMEC, estudou Ciência Política na Universidade de Nova York (NYU) e Direito na PUC-Rio. Em 2024, entrou na lista Under 30 da Forbes Brasil.
Ele ganhou projeção nacional no programa Pânico, da Jovem Pan, com imitações de personalidades públicas e comentários políticos. Em 2022, publicou o livro “O Brasil (Não) É Uma Piada”, sobre os bastidores da política brasileira sob a perspectiva do humor.
Filho de Paulo Marinho, primeiro suplente do senador Flávio Bolsonaro, acompanhou a campanha presidencial de Jair Bolsonaro em 2018. Em abril de 2024, passou a apresentar o Morning Show, da Jovem Pan News, função que exerceu até dezembro de 2025.
Depois de deixar a emissora, ingressou na política. Em 2026, filiou-se ao Novo e lançou a candidatura ao governo do Rio. Durante a campanha, defendeu propostas voltadas para segurança pública, desenvolvimento econômico e relações internacionais.
Na área de segurança, seu programa inclui o plano “Sai Fuzil, Entra Brasil”, com medidas como reforço do controle de fronteiras e divisas, retomada de territórios dominados pelo crime organizado, combate ao financiamento de organizações criminosas e mudanças no sistema prisional.



