A defesa de Daniel Vorcaro pediu ao ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorize André Mendonça a analisar um pedido de liberdade apresentado em setembro. Vorcaro é ex-banqueiro do banco Master e está preso no âmbito das investigações relacionadas à instituição.
O requerimento foi encaminhado a Fachin porque as apurações estão paralisadas na Presidência do STF. A situação ocorreu depois que Fachin determinou a transferência dos autos para a Presidência, em meio à crise no tribunal após ministros da Corte serem mencionados no caso Master.
Mendonça continua como relator da investigação, mas as decisões sobre os procedimentos dependem, na prática, de autorização da Presidência. Fachin solicitou manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre questões pendentes, incluindo pedidos de liberdade de investigados e a definição sobre quem deve analisá-los.
A defesa afirmou que recebeu a informação de que os autos haviam sido encaminhados à Presidência e que um ofício enviado há mais de duas semanas, pedindo a devolução dos documentos, ainda não teria sido respondido. “há mais de duas semanas teria sido encaminhado um ofício, ao que parece ainda sem resposta”, disse a defesa.
Os advogados se reuniram com Mendonça na quarta-feira (7) para reiterar o pedido. Eles sustentam que Vorcaro está preso há mais de oito meses, sem indiciamento e sem ação penal relacionada ao caso. A defesa também afirma que a situação é semelhante à de outros investigados que foram colocados em liberdade.
No pedido, os advogados dizem que há requerimentos urgentes sem análise e solicitam que Mendonça, descrito como relator sorteado e natural, possa decidir sobre a liberdade de Vorcaro e outros pedidos pendentes.



