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Política

Eleitor terá dois votos para o Senado, mas não poderá repetir candidato

Se o mesmo número for digitado duas vezes, o segundo voto será anulado; os dois mais votados ocuparão as vagas do estado.

Eleitor terá dois votos para o Senado, mas não poderá repetir candidato
Foto: Agência Senado

O eleitor terá de votar duas vezes para o Senado neste domingo (4), mas precisará escolher dois candidatos diferentes. Se digitar novamente o número do mesmo candidato, o segundo voto será anulado.

A votação definirá as duas vagas destinadas a cada estado. Os dois candidatos mais votados serão eleitos, sem segundo turno e sem distinção entre primeiro e segundo colocado. O mandato é de oito anos, com possibilidade de reeleição.

Uma pesquisa da Quaest divulgada na última terça-feira (29) mostrou que 45% dos eleitores não sabiam ou erravam a quantidade de senadores em que deveriam votar neste ano. O levantamento foi divulgado pela TV Globo e pelo jornal O Globo.

Como funciona a renovação do Senado

A Constituição determina que o Senado não seja completamente renovado em uma única eleição. A cada quatro anos, os eleitores votam para preencher dois terços da Casa, como ocorrerá em 2026, ou apenas um terço.

Por isso, o eleitor deve chegar ao local de votação com dois números, correspondentes a candidatos distintos. Cada estado tem três vagas no Senado, enquanto a eleição deste domingo preencherá duas delas.

O desenho busca preservar a continuidade da Casa e evitar que uma mudança política consiga alterar sua composição de uma só vez. Os mandatos de oito anos e a renovação parcial também dificultam o acesso de candidatos sem apoio considerável em seus estados.

A estrutura tem origem no modelo bicameral dos Estados Unidos, adotado por muitos países ao elaborar suas Constituições no século 19. Na Casa baixa, a representação varia conforme a população: São Paulo tem 70 deputados federais, enquanto o Distrito Federal e outros estados contam com 8, número mínimo de cadeiras por estado.

No Senado, os estados têm representação igual, com três vagas cada um. A lógica foi criada para impedir que as unidades mais populosas dominem a política. O formato da Casa alta também recebeu influência da Revolução Francesa.

Renan Calheiros (MDB-AL) é o senador mais longevo da República, com quatro mandatos consecutivos desde 1994. Se for eleito novamente, poderá ser a primeira pessoa a conquistar cinco mandatos na história da Nova República. José Sarney também tem cinco mandatos, mas dois foram obtidos durante a ditadura militar.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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