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Política

Erika Hilton critica estratégia do PSOL e admite mudança para o PT em 2027

Deputada diz que partido errou ao não formar federação com o PT e ao distribuir recursos; mudança ainda depende de conversas.

Erika Hilton critica estratégia do PSOL e admite mudança para o PT em 2027
Foto: Antonio Araújo -19.mar.25/Divulgação Câmara dos Deputados

Erika Hilton, mulher mais votada entre os deputados federais eleitos em 2026 e terceira colocada no ranking geral, afirmou que o PSOL cometeu erros estratégicos que contribuíram para o partido não superar a cláusula de barreira. A deputada também admitiu a possibilidade de deixar a legenda e ingressar no PT em 2027.

Hilton disse que já conversou com alguns partidos, incluindo o PT, mas ainda não iniciou uma negociação com o PSOL sobre os próximos passos. A mudança, segundo ela, dependerá de uma conversa com a direção da legenda e poderá ocorrer se for necessária.

Críticas ao PSOL

Entre os problemas apontados estão a decisão de não formar uma federação com o PT, a distribuição do fundo partidário e o baixo financiamento de candidaturas com potencial eleitoral. A deputada afirmou que o partido destinou recursos altos a candidaturas com baixa possibilidade de votação enquanto deixou de apoiar nomes que poderiam contribuir para o desempenho da legenda.

Hilton citou a campanha de Sofia Favero para deputada estadual em São Paulo, que recebeu, segundo ela, um valor muito baixo. Mesmo com dificuldades, a candidatura teve resultados positivos, afirmou.

A deputada negou que tenha ocorrido um racha no PSOL. Segundo ela, houve uma divergência sobre a federação com o PT: um grupo defendia que a união fortaleceria o partido e ampliaria sua presença em estados dominados pela direita e pela extrema direita, enquanto outro campo tinha avaliação diferente. O grupo contrário venceu, e a decisão foi aceita, disse Hilton.

Redes sociais e eleição

Hilton atribuiu sua votação às pautas que apresentou, como o fim da escala 6x1, a pesquisa “Mulheres na Ciência”, meio ambiente, o projeto “Cidades Resilientes”, refugiados climáticos, direitos de crianças e adolescentes, violência contra a mulher e segurança pública. Ela também destacou o alcance nas redes sociais.

Sobre Nikolas Ferreira e Lucas Pavanato, os dois deputados federais mais votados, Hilton afirmou que o domínio das redes pode ser uma semelhança entre os três, embora avalie que eles usem essa capacidade de maneiras diferentes. A deputada disse que os dois são conhecidos por ataques transfóbicos contra ela.

Na avaliação de Hilton, a campanha de Lula poderia ter explorado mais a imagem e os feitos do presidente no primeiro turno. Ela afirmou, porém, que a campanha começou a usar vídeos selfie e que esse formato apresentou resultado positivo. Também defendeu que as redes do presidente denunciem mais os riscos que atribui à eleição de Flávio Bolsonaro.

Congresso e ameaças

Sobre a nova composição do Congresso, Hilton disse esperar uma legislatura mais difícil do que a anterior. Ela afirmou que o resultado da eleição presidencial será importante para definir a direção que o Congresso poderá tomar e classificou o avanço apontado entre parlamentares como o crescimento de uma extrema direita que, segundo ela, pressiona a direita tradicional.

A deputada avaliou que há chances reais de aprovação do fim da escala 6x1, caso a tramitação avance para o plenário do Senado ainda no segundo turno. Davi Alcolumbre, presidente do Senado, declarou que pretende manter a votação, afirmou Hilton.

Hilton também relatou ter recebido uma ameaça de morte por e-mail no dia do primeiro turno. Disse que não consegue contabilizar todas as ameaças recebidas e que vive sob proteção permanente, com escolta durante 24 horas e carro blindado. “São muitas e muitas ameaças constantes”, afirmou.

Eleita deputada federal em 2022, Erika Hilton foi vereadora mais votada na cidade de São Paulo em 2020. Nas eleições de 2026, recebeu 1,5 milhão de votos, de acordo com o perfil apresentado na entrevista.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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