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Política

Lutador maranhense relata mudança política e confirma voto em Lula

Professor de lutas e motorista de aplicativo, Daniel Silva diz que a história familiar orientou sua visão sobre minorias e política.

Lutador maranhense relata mudança política e confirma voto em Lula
Foto: Ingrid Barros/Folhapress

Professor de jiu-jítsu, boxe e muay thai, o maranhense Daniel Costa da Silva dos Anjos afirma que votará em Lula no segundo turno. A decisão, segundo ele, está ligada à formação política recebida da mãe e à defesa de minorias.

Aos 27 anos, Daniel nasceu e cresceu em São Luís. Ele tem 1,88 m e 120 kg, começou na capoeira aos 7 anos e depois praticou taekwondo, jiu-jítsu, MMA, muay thai e boxe. Além das aulas em uma academia, trabalha como motorista de aplicativo para complementar a renda.

Influência da família

A mãe de Daniel, Georgina Maria Costa da Silva, era pedagoga, professora e militante. Nos anos 80, ela e a irmã participaram da mobilização pela abertura da primeira Delegacia da Mulher do Maranhão. O espaço, segundo Daniel, se transformou na Casa da Mulher Brasileira, voltada ao atendimento de vítimas de violência doméstica.

Georgina morreu em 2014, aos 15 anos de Daniel, vítima de um infarto. O pai dele é ex-professor de inglês e militante do movimento negro. Depois da morte da avó, em 2017, o tio que Daniel considerava um segundo pai foi assassinado durante um assalto.

O episódio influenciou sua decisão eleitoral. Em 2018, ele votou no então candidato de direita, mas afirma que agiu sob o impacto da perda familiar e de mensagens que defendiam que criminosos deveriam ser mortos. Em 2022, escolheu Lula. Agora, diz estar mais convicto da decisão.

“Eu prefiro dizer: evoluí”, afirma Daniel ao relembrar a mudança de posição.

Esporte e política

Daniel associa o universo do jiu-jítsu ao bolsonarismo por considerar que há uma presença de machismo na modalidade. Ele critica a entrada tardia de mulheres em competições e menciona denúncias de assédio e estupro cometidos por professores.

O lutador afirma que já se manifestou sobre a situação das mulheres em um torneio, mas que o vídeo de sua entrevista não foi publicado, enquanto os registros dos demais vencedores foram divulgados.

Morador de São Luís, ele também cita o bairro da Liberdade, descrito como o maior quilombo urbano do Brasil. Para Daniel, o local tem forte produção cultural, mas enfrenta falta de saneamento básico e segurança. Ele critica ainda a situação de quilombos e terras indígenas no Maranhão.

Trabalho e eleições

A atividade como motorista de Uber começou depois que um amigo precisou viajar e lhe ofereceu o carro, junto com o compromisso de pagar a prestação do aluguel. A renda como professor de lutas, em torno de R$ 1.500, dobrou com a nova atividade. Daniel afirma, porém, que recebe mais, cerca de R$ 7.000, e que a maior parte é destinada ao aluguel e à energia do carro elétrico.

Nas eleições, pensou em anular o voto para governador, mas escolheu Felipe Camarão (PT), que terminou em terceiro. Seus candidatos a deputado federal, Wesley Sousa (PSB), e a deputado estadual, Paula Coutinho (PC do B), não foram eleitos.

Daniel diz que gostaria de ter votado em Jones Manoel (PSOL), eleito deputado federal por Pernambuco. Para o segundo turno, mantém o voto em Lula e afirma acreditar que um governo de direita não oferece cenário positivo para os pobres.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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