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Pazuello defende anistia ampla para envolvidos em tentativa de golpe

General afirma que eventual perdão deveria alcançar golpistas e autoridades responsáveis pelas prisões, incluindo Alexandre de Moraes.

Pazuello defende anistia ampla para envolvidos em tentativa de golpe
Foto: AFP

O deputado federal e general da reserva Eduardo Pazuello (PL-RJ) defende uma anistia ampla para os envolvidos na tentativa de golpe de Estado, incluindo os condenados e as autoridades responsáveis pelas prisões. A proposta ainda não foi apresentada ao presidenciável Flávio Bolsonaro, segundo Pazuello.

A defesa inclui Jair Bolsonaro, quatro generais de quatro estrelas do Exército e da Marinha, outros militares, civis que integravam o governo e pessoas que depredaram o Supremo Tribunal Federal, o Congresso e o Palácio do Planalto. Pazuello também menciona o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no STF, ao falar sobre quem efetuou as prisões.

“O Congresso vai votar a anistia a todos os presos políticos”, afirmou o deputado. Para ele, o perdão deveria alcançar os dois lados do conflito. Pazuello comparou a ideia à Lei de Anistia de 1979, que incluiu militares envolvidos na repressão e permitiu o retorno ao Brasil de 5.000 exilados políticos.

O general visitou na prisão o também general Braga Netto, condenado por tentativa de golpe de Estado. Outros dois generais de quatro estrelas que permanecem presos são Paulo Sérgio de Oliveira e Almir Garnier. Pazuello disse que, caso sejam anistiados, eles deveriam retomar a convivência com as famílias, mas não integrar um eventual governo.

Relação com a campanha de Flávio

Pazuello é um dos dois generais da reserva ligados à campanha e ao entorno de Flávio Bolsonaro. O outro é Eliéser Girão. O ex-ministro da Saúde passou a ser citado como possível integrante de um governo de Flávio, caso o senador seja eleito presidente. Ele afirmou que não participa de assuntos de saúde na campanha.

O deputado também disse que Flávio deverá trabalhar pela anistia do pai e que Jair Bolsonaro poderia passar a faixa presidencial ao filho. Uma ideia semelhante havia sido defendida por Flávio antes do anúncio de sua candidatura.

A proposta de anistia ocorre após investigação da Polícia Federal, denúncia da Procuradoria-Geral da República e condenação colegiada do Supremo, com direito de defesa aos acusados. Pesquisa do Datafolha realizada há um ano registrou que 54% dos brasileiros rejeitavam a anistia a Bolsonaro, enquanto 39% apoiavam a medida.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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