O Partido da Causa Operária (PCO) orientou seus filiados a anular o voto no segundo turno da eleição presidencial, disputado por Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT). A decisão foi anunciada na segunda-feira (12), um dia depois da 39ª Conferência Nacional da legenda.
Rui Costa Pimenta, presidente do partido e candidato do PCO à Presidência no primeiro turno, recebeu 15.024 votos, ou 0,01% dos votos válidos, e terminou em último lugar entre os candidatos.
Ao justificar a orientação, Pimenta afirmou que, nas eleições em que o PCO apoiou Lula, a decisão havia sido tomada ainda no primeiro turno. O dirigente também criticou a relação do PT com o Supremo Tribunal Federal (STF).
“O PT fez uma aliança com aquilo que tem de pior no regime político brasileiro, que é o STF”, afirmou. Para Pimenta, Lula não representa a oposição ao regime político.
Histórico de apoio
O PCO apoiou Lula nas eleições de 1989, 1994 e 1998. Na eleição de 1989, o grupo que posteriormente formaria o partido ainda era uma corrente interna do PT.
Em 2002, a legenda lançou candidatura própria e não apoiou Lula no segundo turno. A mesma posição foi mantida em 2006, 2010 e 2014.
O partido voltou a defender Lula em 2018, depois do impeachment de Dilma Rousseff, em 2016. Após a candidatura de Lula ser impedida judicialmente, o PCO não apoiou Fernando Haddad, escolhido pelo PT para substituí-lo.
Em 2022, a legenda voltou a apoiar Lula, em oposição ao cenário político estabelecido depois de 2016, conforme a posição apresentada pelo partido.



