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PF faz buscas em investigação eleitoral que envolve deputado do Paraná

Mauro Moraes nega irregularidades; diligências ocorreram em Curitiba e incluíram a sede da Assembleia Legislativa do Paraná.

PF faz buscas em investigação eleitoral que envolve deputado do Paraná
Foto: Alep

O deputado estadual Mauro Moraes (PL), candidato à reeleição, é investigado pela Procuradoria Regional Eleitoral no Paraná sob suspeita de ilícitos eleitorais. A Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão em Curitiba nesta sexta-feira (2), incluindo a sede da Assembleia Legislativa do Paraná entre os endereços visitados. O processo tramita em sigilo.

A PF informou que a autorização judicial teve como base elementos que indicariam movimentações financeiras consideradas atípicas, entre elas operações com volume expressivo de dinheiro em espécie. O objetivo das diligências foi recolher documentos, registros, dispositivos eletrônicos e outros materiais que possam ajudar a esclarecer os fatos e preservar provas.

Moraes negou ter cometido ilegalidades. Em vídeo publicado em uma rede social, afirmou que mantém dinheiro em espécie por receio de um confisco semelhante ao ocorrido durante o Governo Collor. “A decisão de manter uma reserva em espécie está relacionada a uma experiência que vivi na década de 1990”, disse.

O deputado foi vereador de Curitiba, ocupa mandatos consecutivos na Assembleia Legislativa do Paraná desde a eleição de 2002 e foi secretário do Trabalho na gestão de Ratinho Junior (PSD). Atualmente, é um dos principais aliados do senador Sergio Moro (PL), candidato ao Governo do Paraná.

Moraes também declarou que sofre perseguição política desde que deixou a base aliada de Ratinho Junior e passou a integrar o grupo de Moro. A campanha do senador afirmou que não há relação entre Sergio Moro e a ação da PF e declarou compromisso com a transparência e o respeito às instituições responsáveis pela apuração.

A Assembleia Legislativa confirmou a presença dos agentes na Casa, mas informou desconhecer o teor da investigação e disse não ter sido notificada pelas autoridades. A Procuradoria Regional Eleitoral declarou que não divulgará detalhes sobre os investigados, os locais das diligências ou outros elementos do processo enquanto o caso estiver sob sigilo.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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