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Relatório do TSE não encontra conteúdos citados em canal de Janones

Assessoria do tribunal não localizou no WhatsApp publicações alegadas pela campanha de Flávio, que não apresentou provas documentais.

Relatório do TSE não encontra conteúdos citados em canal de Janones
Foto: Victor Piemonte/STF

A Assessoria de Enfrentamento à Desinformação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não encontrou no canal de WhatsApp de Janones os conteúdos citados em uma ação da campanha de Flávio. O relatório foi divulgado nesta segunda-feira (12) e anexado ao processo.

O documento, assinado por Frederico Franco Alvim, afirma que não foram localizadas, entre as publicações do canal no período de 2 a 11 de outubro de 2026, reproduções das afirmações analisadas no caso. “Quanto à circulação de conteúdos idênticos ou substancialmente equivalentes, não foram localizadas, entre as publicações do canal no período de 2 a 11 de outubro de 2026, reproduções das afirmações examinadas nos autos”, diz o relatório.

A assessoria registrou, porém, que conteúdos podem ter sido apagados. A campanha de Flávio não apresentou documentos que comprovassem a presença das publicações no canal. O jurídico não havia anexado atas notariais, registros digitais ou outro material que mostrasse o conteúdo atribuído ao canal.

O relator da ação, o corregedor-geral eleitoral Ricardo Cueva, pediu esclarecimentos e documentos sobre a circulação das mensagens. 40 minutos depois, a campanha encaminhou um pedido a Kassio e acrescentou alguns anexos.

Entre os documentos estava uma página com vídeos publicados por Janones no Instagram. Alguns tratavam de temas já julgados e proibidos pelo TSE e haviam sido removidos pela Meta. Não havia, contudo, material que demonstrasse que os vídeos tinham sido publicados no canal de WhatsApp de Janones. Mesmo assim, Kassio determinou a derrubada do canal.

No domingo (11), Kassio ordenou que a assessoria do TSE investigasse o conteúdo do canal “Exército do Lula”. O canal chegou rapidamente a 3 milhões de usuários e se tornou uma aposta da campanha de Lula para mobilizar sua estrutura digital.

Durante um ato da esquerda na Paulista, no domingo, Lula classificou a decisão de Kassio como “absurda” e afirmou estar “desconfiado do comportamento da corte eleitoral”. Ministros de uma ala do TSE disseram, extraoficialmente, haver indícios de atuação de Kassio em favor da campanha de Flávio Bolsonaro (PL). Especialistas em direito eleitoral também questionaram a postura do magistrado.

Maria Claudia Bucchianneri, advogada da campanha de Flávio, e a assessoria de imprensa do candidato não responderam aos pedidos de esclarecimentos até a conclusão do caso.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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