A Apple apresentou o HomeView, dispositivo com inteligência artificial voltado ao controle de aparelhos conectados em casas. O produto custa a partir de US$ 299 (R$ 1.491,77), pode ser fixado na parede ou colocado sobre uma mesa e usa uma nova versão da Siri.
O aparelho tem tela de 7 polegadas e reconhecimento facial. Com esse recurso, identifica os usuários e ajusta o conteúdo exibido para cada morador, de acordo com a Apple. O HomeView também controla campainhas, termostatos, fechaduras e outros dispositivos conectados.
As vendas começam em 13 de novembro nos Estados Unidos, na Austrália, no Canadá, na Índia, na Nova Zelândia, no Reino Unido, em Singapura e na África do Sul. O Brasil não está entre os mercados anunciados nesta primeira fase, e a Apple não informou se pretende vender o dispositivo no país posteriormente.
O lançamento foi acompanhado por atualizações no alto-falante inteligente HomePod e na Apple TV. A empresa também apresentou acessórios para casas inteligentes, incluindo campainhas, câmeras e termostatos. Os produtos são fabricados pela LG e pela Schneider Electric e desenvolvidos com colaboração da Apple.
Disputa no mercado de casas inteligentes
A Apple já oferece soluções nesse segmento. Em 2016, lançou o aplicativo Casa para controlar dispositivos conectados. Dois anos depois, apresentou o HomePod.
A empresa disputa espaço com a Amazon, que possui as linhas de alto-falantes Echo e de campainhas Ring. Também pode enfrentar companhias de inteligência artificial, como a OpenAI, que têm planos para desenvolver dispositivos físicos.
Analistas apontam como desafios a ampliação da compatibilidade com aparelhos de outras marcas e a melhora da capacidade da Siri de fornecer respostas úteis. Bob O'Donnell, analista-chefe da TECHnalysis Research, afirmou que configurar uma casa inteligente ainda é complexo para muitos consumidores.
Os novos produtos também chegam em meio a preocupações com a segurança de aparelhos conectados à internet. Geladeiras e TVs inteligentes, por exemplo, podem ser alvo de hackers. Investidores acompanham as vendas de dispositivos da Apple em busca de novas fontes de crescimento, enquanto a receita de serviços enfrenta pressão de órgãos reguladores.



