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Aluguel de escritórios em São Paulo atinge maior preço médio, diz levantamento

Procura por espaços presenciais e expansão empresarial elevaram os valores; vacância caiu para 12,9% no terceiro trimestre.

Aluguel de escritórios em São Paulo atinge maior preço médio, diz levantamento
Foto: Reprodução/TV Globo

O preço médio do aluguel de escritórios em São Paulo chegou a R$ 122,28 por metro quadrado no terceiro trimestre do ano passado, segundo levantamento da Binswanger Brazil. Há dois anos, o valor era de R$ 117 por metro quadrado.

A consultoria atribui a alta principalmente ao aumento da procura por espaços corporativos. O movimento é associado ao retorno ao trabalho presencial e à expansão das empresas. A demanda também tem sido direcionada para edifícios classificados como “Triple A”, que reúnem características como localização, infraestrutura tecnológica, eficiência operacional, flexibilidade e qualidade construtiva.

A taxa de vacância, que mede a parcela de áreas comerciais desocupadas, ficou em 12,9% no terceiro trimestre. O índice havia sido de 15,5% no mesmo período de 2025 e de 20,8% dois anos antes. Em relação ao segundo trimestre deste ano, porém, houve aumento: a taxa passou de 12,1% para 12,9%.

Para Simone Santos, sócia-diretora da Binswanger Brazil, a menor disponibilidade de espaços ajuda a sustentar a alta dos aluguéis. “Especialmente nas regiões mais disputadas, as empresas encontram cada vez menos opções”, afirmou.

Valores ainda podem avançar

Santos avalia que os preços atuais ainda não recompuseram as perdas acumuladas pelo setor na última década. Como referência, ela afirma que o aluguel médio seria de R$ 209 por metro quadrado caso tivesse acompanhado o IPCA desde 2015.

A oferta de novos imóveis também cresceu. Três empreendimentos foram entregues ao mercado na cidade de São Paulo no terceiro trimestre: Alto das Nações, Cyrela Oscar Freire e Franca. Juntos, acrescentaram 143 mil metros quadrados ao estoque de escritórios. No segundo trimestre, a entrada havia sido de 66 mil metros quadrados; no mesmo período do ano passado, de 16 mil metros quadrados.

A absorção líquida, que calcula a diferença entre áreas ocupadas e devolvidas, avançou 4,8% no trimestre, para 88 mil metros quadrados.

Além de Faria Lima, Itaim Bibi e Juscelino Kubitschek, áreas tradicionalmente procuradas por empresas, Chucri Zaidan e Pinheiros também ganharam destaque no mercado corporativo, de acordo com Santos. Para a executiva, a valorização passou a alcançar diferentes regiões da capital, e não apenas os endereços mais disputados.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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