PORTO ALEGRE — A falta de motoristas tem deixado ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) paradas em Porto Alegre. Pacientes chegaram a esperar mais de cinco horas pelo atendimento.
O serviço ficou diariamente com pelo menos uma ambulância fora de operação ao longo dos últimos oito meses. Funcionários que falaram sob condição de anonimato relataram faltas frequentes de profissionais e o fechamento de bases. Segundo eles, o problema se agravou em 2026 e reduziu a capacidade de resposta às emergências.
A empresa Gerir Hospitalar, responsável pelos motoristas, recebe mais de R$ 4 milhões por ano da prefeitura e já foi multada cinco vezes.
Em nota, a empresa informou que criou uma gratificação para estimular a presença dos funcionários. Também atribuiu parte do problema à dificuldade de encontrar profissionais com a qualificação exigida.
Após ser informada sobre a situação, a prefeitura abriu um processo administrativo contra a Gerir Hospitalar.



