SÃO PAULO — A Starbucks retomou a expansão no Brasil e prevê encerrar 2026 com 32 novas cafeterias no país. A projeção supera a meta anterior de 30 lojas. Desde o segundo trimestre, 20 unidades foram inauguradas, depois de um período sem novos investimentos relevantes.
A expansão brasileira ocorre enquanto a companhia reduz sua presença nos Estados Unidos. Nas últimas semanas, centenas de lojas de baixo desempenho foram fechadas. As unidades representam cerca de 1% dos 18 mil estabelecimentos da Starbucks em território americano.
A empresa afirmou que administra o conjunto de lojas considerando as características e as oportunidades de cada mercado. Sobre o Brasil, declarou: “O Brasil segue sendo um mercado estratégico para a Starbucks globalmente, com significativo potencial de crescimento”.
Mudança na operação brasileira
A rede enfrentou uma interrupção na operação local quando a SouthRock, antiga responsável pelas lojas no Brasil, entrou em recuperação judicial no final de 2023. Várias unidades foram fechadas naquele período. Depois, a operação passou para a Zamp, que também administra o Burger King no Brasil.
Após uma reestruturação inicial, a Zamp voltou a investir na marca com lançamentos de produtos sazonais e temáticos e parcerias com outras empresas. A expansão, porém, só foi retomada a partir do segundo trimestre.
Hoje, a Starbucks tem 130 lojas no Brasil, distribuídas por São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Goiás e Bahia, além do Distrito Federal.
A operação ainda está concentrada no Sudeste. A partir de 2027, a companhia avalia avançar para novas cidades e regiões, depois da retomada em Belo Horizonte e da continuidade do crescimento no Rio de Janeiro e em São Paulo.
Plano global de recuperação
Nos Estados Unidos, o fechamento de unidades faz parte do plano “Back to Starbucks”, lançado depois que Brian Niccol assumiu como CEO em 2024. A estratégia busca recuperar o desempenho da rede por meio de mais funcionários, tecnologias para agilizar o atendimento e a retomada de práticas nas cafeterias.
Entre as medidas estão o retorno das mensagens escritas pelos baristas nos copos, dos balcões de condimentos e das canecas de cerâmica com direito a refil para consumo no local.
No ano passado, a Starbucks já havia encerrado as atividades de mais de 600 unidades deficitárias e coordenado a venda de 60% de suas operações de varejo na China. A empresa também fechou lojas e demitiu centenas de funcionários para reduzir custos em US$ 2 bilhões (R$ 10 bilhões) por ano até 2028.
A companhia registra aumento nas vendas nos últimos trimestres, enquanto suas ações acumulam alta de quase 15% nos últimos 12 meses.



