JUIZ DE FORA — O Colégio Jesuítas, maior local de votação de Juiz de Fora, recebeu 8.309 eleitores distribuídos em 25 seções eleitorais neste domingo (4). No espaço, o dia de votação reuniu mesários, eleitores de diferentes gerações e famílias que levaram os filhos para acompanhar o processo.
Entre as pessoas que trabalharam nas seções estavam Alessandra Valestina Matos de Abreu, Noiara Menezes Rosa e Silvânia Batista Clemente. Professoras, as três atuam juntas como mesárias há três eleições. Elas procuram participar do trabalho eleitoral, em vez de apenas esperar uma convocação.
Para Alessandra, dedicar o domingo à votação é uma maneira de exercer a cidadania e contribuir para que outros eleitores possam participar. “É mostrar para as pessoas como é importante a política, as políticas públicas, o voto, a democracia. A importância do voto”, disse.
A atividade também aproximou as três colegas. Com a repetição da experiência, elas construíram uma amizade e passaram a dividir a rotina de trabalho nas eleições. Noiara afirmou que a participação deve considerar os efeitos das escolhas sobre as próximas gerações: “A gente tem que pensar não só no hoje, mas no que vem para frente, no futuro, seja dos jovens, dos filhos, dos netos”.
Durante a manhã, o movimento na seção em que trabalhavam estava tranquilo. As mesárias observaram a presença de muitos idosos, mas também perceberam que parte deles não compareceu.
Família acompanha a votação
Em outra seção do colégio, Larissa Oliveira Barbieri Coutinho, de 37 anos, e Thiago Coutinho de Oliveira, de 41, foram votar com os dois filhos. Para o casal, levar as crianças era uma forma de mostrar que as decisões tomadas nas urnas participam da construção do futuro.
A filha mais velha, de 6 anos, já demonstra interesse pelo tema. De acordo com os pais, ela conhece os nomes de presidentes e candidatos e começa a compreender as diferentes ideias envolvidas na disputa. O filho mais novo, de 2 anos, ainda está sendo apresentado a esse universo.
A família considera que acompanhar a votação também ensina pelo exemplo. As crianças participam do ritual eleitoral antes mesmo de terem idade para apertar os botões da urna, com a expectativa de crescerem entendendo que fazem parte da construção do país.



