O boletim Focus elevou a projeção para a inflação e reduziu a estimativa para a taxa básica de juros neste ano. Para 2027, porém, os economistas mantiveram as previsões para inflação, Selic e Produto Interno Bruto (PIB), apesar da reação positiva do mercado à vitória de Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno da eleição presidencial.
Divulgado nesta terça-feira (13), o levantamento foi o primeiro a incorporar o resultado eleitoral. A pesquisa anterior, anunciada no dia 5, havia sido encerrada no dia 1°, antes da votação.
A previsão para o IPCA em 2025 passou de 5,01% para 5,22%. A mudança ocorreu após o índice subir 0,82% em setembro, conforme divulgado pelo IBGE. O fim do bônus de Itaipu também contribuiu para a alta: sem o desconto temporário, a conta de luz aumentou 7,98% no mês. Combustíveis, passagens aéreas e alimentos também tiveram alta.
A projeção para a Selic caiu de 13,5% para 13,25%, com expectativa de cortes de 0,25 ponto percentual nas reuniões de novembro e dezembro. A taxa básica está em 13,75%. Na semana anterior, os analistas não esperavam redução em dezembro.
Para 2027, as estimativas foram mantidas em 4,3% para a inflação, 12% para a taxa de juros e 1,4% para o PIB. Nos anos seguintes, a projeção para a inflação caiu de 3,8% para 3,79% em 2028 e de 3,51% para 3,50% em 2029. A previsão para o PIB de 2028 subiu de 1,81% para 1,83%. A Selic foi mantida em 10,5% em 2028 e 10% em 2029.
A Bolsa superou 209 mil pontos na sexta-feira (9), enquanto o dólar fechou abaixo de R$ 5. Flávio Bolsonaro recebeu 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Luiz Inácio Lula da Silva. O senador promete um “tesouraço” de gastos de 2% do PIB, equivalente a cerca de R$ 250 bilhões.



