PARIS — Um incêndio destruiu o Marché Couvert des Enfants Rouges, mercado coberto de alimentos mais antigo de Paris. As chamas atingiram o espaço durante a madrugada desta segunda-feira (12), no bairro do Marais, e provocaram o desabamento parcial da estrutura metálica.
O fogo começou por volta das 3h, no horário local, equivalente às 22h de domingo no horário de Brasília. Os bombeiros foram chamados às 4h15. Quando chegaram, as chamas já haviam tomado o mercado, que reunia 17 estabelecimentos. Não houve danos aos edifícios vizinhos, segundo as autoridades.
“Não restou nada do mercado coberto”, disse o tenente-coronel Pierre de Bouvier. De acordo com ele, o portão principal de metal resistiu, mas o interior do edifício foi completamente destruído.
Na manhã desta segunda, ainda havia cheiro de queimado nas imediações, enquanto espuma usada pelos bombeiros cobria a calçada diante de uma das entradas. Bernard Geliot, morador de um prédio em frente ao mercado, afirmou que acordou por volta das 4h10 com o barulho e as chamas.
Jean-Marc Ferrandery, administrador de um café que funcionava no local, chegou a uma esquina próxima poucos minutos depois. “As chamas estavam mais altas que os telhados”, afirmou.
História do mercado
Fundado em 1615, o mercado recebeu o nome em referência às roupas vermelhas usadas pelos órfãos de um hospital próximo. A denominação surgiu no fim do século 18, após o fechamento da instituição, em 1772.
O espaço se tornou conhecido pela gastronomia parisiense e reunia comerciantes e barracas de comida em uma área tradicional do Marais. Neste ano, a revista americana Food & Wine colocou o mercado na quinta posição entre os melhores destinos de comida de rua do mundo, atrás de locais em Londres, Bangkok, Lyon, na França, e Cidade do México.
Ariel Weil, prefeito dos distritos centrais de Paris, confirmou a destruição dos 17 estabelecimentos. O prefeito de Paris, Emmanuel Gregoire, afirmou que a prefeitura pretende transferir os comerciantes para outro espaço, para que retomem as atividades o mais rápido possível.
Moradores lamentaram a perda. Martine Laupin, que vive no bairro, afirmou que o mercado fazia parte do centro de Paris.



