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Justiça aprova plano do GPA para reestruturar R$ 4,568 bilhões em dívidas

Acordo alonga o prazo médio da dívida e exclui impostos, obrigações trabalhistas, fornecedores, prestadores e aluguéis.

Justiça aprova plano do GPA para reestruturar R$ 4,568 bilhões em dívidas
Foto: Mauro Pimentel/Afp

A Justiça homologou o plano de recuperação extrajudicial do GPA, que reorganiza R$ 4,568 bilhões em dívidas. Credores que representam 57,49% do valor total incluído no acordo aderiram à proposta, percentual acima do mínimo exigido pela legislação.

O pedido foi apresentado pela companhia em março, no mesmo dia em que o GPA anunciou um acordo com seus principais credores. A recuperação extrajudicial permite que empresas renegociem débitos diretamente com os credores, mas a homologação judicial é necessária para que o acordo produza os efeitos previstos em lei.

A negociação envolve principalmente dívidas financeiras. Impostos, débitos trabalhistas e compromissos do dia a dia, como pagamentos a fornecedores, prestadores de serviços e aluguéis, não fazem parte do plano. As operações das lojas também ficaram fora da renegociação.

“A companhia reforça que suas operações seguem normais e que está em dia com suas obrigações junto a fornecedores, clientes e demais parceiros, os quais não integram a recuperação extrajudicial”, afirmou o GPA.

Formas de pagamento

O plano ofereceu três alternativas aos credores. A Opção A foi escolhida por 88,40% deles e não prevê desconto na dívida. A modalidade inclui participação em um aporte de R$ 200 milhões: parte do valor será convertida em títulos com juros, e outra parte em títulos que poderão ser transformados em ações do GPA entre 2027 e 2031.

A Opção B recebeu a adesão de 8,34% dos credores. Ela amplia o prazo de pagamento, com vencimento em 2036 e remuneração vinculada ao CDI. Os 3,26% restantes foram direcionados à Opção C, destinada a quem não escolheu as demais alternativas. Nesse caso, há desconto de 70% sobre a dívida, os pagamentos começam em 2032 e a quitação está prevista para 2036.

Com a reestruturação, o prazo médio para pagar a parcela da dívida que não será convertida em ações aumenta de 2,1 anos para 6,4 anos. A remuneração será equivalente ao CDI mais 0,5 ponto percentual ao ano.

Situação financeira

O GPA registra prejuízos anuais desde 2022. Entre os fatores citados estão a queda no consumo, os juros elevados, despesas com mudanças na gestão, o pagamento de dívidas fiscais e trabalhistas e as perdas de lojas com baixo desempenho.

No fim do ano passado, a companhia tinha déficit de cerca de R$ 1,2 bilhão, principalmente por causa de empréstimos e títulos com vencimento em 2026. Em 2025, registrou prejuízo líquido de cerca de R$ 651 milhões nas operações continuadas. Ao final daquele ano, a dívida líquida era de R$ 2 bilhões e a dívida bruta, de R$ 4 bilhões.

O Grupo Coelho Diniz passou a ser o principal acionista do GPA, com 24,6% das ações, enquanto o grupo francês Casino manteve 22,5%. André Coelho Diniz foi eleito presidente do conselho de administração em outubro. Depois, Marcelo Pimentel renunciou ao cargo de presidente-executivo, que ocupava desde 2022. No início de 2026, Alexandre de Jesus Santoro foi eleito diretor-presidente.

Nos últimos 12 meses, as ações do GPA, negociadas sob o código PCAR3, acumulam queda de 21,12% na bolsa.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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