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GPA aprova recuperação extrajudicial e concentra estratégia em eficiência regional

Grupo Pão de Açúcar pretende adaptar o sortimento por região e descarta expandir a operação no curto prazo.

GPA aprova recuperação extrajudicial e concentra estratégia em eficiência regional
Foto: Folhapress

O Grupo Pão de Açúcar (GPA) aprovou a homologação de sua recuperação extrajudicial nesta quarta-feira (7) e pretende concentrar a reestruturação em eficiência operacional e adaptação regional das lojas. A empresa não planeja expandir a operação neste momento.

O CEO Alexandre Santoro afirmou que a regionalização permitirá ajustar o conjunto de produtos oferecidos à realidade de cada mercado. Para conduzir esse trabalho, o GPA criou representações no Rio de Janeiro, em Brasília e em Salvador.

A companhia não prevê, em princípio, uma redução estrutural do sortimento. As características de cada região, porém, podem levar à retirada de itens específicos das prateleiras. As lojas menores, como Minuto Pão de Açúcar e Mini Extra, são as mais afetadas pela redução de produtos.

Santoro também descartou cortes relevantes nas marcas próprias Qualitá e Taeq. Segundo ele, as mudanças devem ocorrer mais por região e formato de loja do que por uma revisão estrutural do portfólio.

Receita e cenário econômico

A principal meta das adequações é elevar a receita. Embora tenha ampliado as margens no segundo trimestre, o GPA registrou queda de 7% na receita bruta em relação ao mesmo período de 2025.

O CFO Pedro Albuquerque avalia que o ambiente macroeconômico deve continuar desfavorável em 2027, com endividamento da população e taxa de juros altos. Ainda assim, os executivos dizem estar otimistas com a aprovação da recuperação extrajudicial, que, segundo eles, reduz pressões externas, estabiliza a relação com fornecedores e permite concentrar a gestão em soluções internas.

A empresa também pretende trabalhar com as mais de 720 lojas existentes, em vez de ampliar a operação. “Operar com menos custo, atender melhor o nosso cliente e ter o melhor time possível nas lojas”, afirmou Santoro ao descrever as prioridades sob controle da gestão.

Fornecimento

O executivo disse que houve falta de produtos em algumas unidades nos primeiros meses da recuperação extrajudicial. Parte dos fornecedores manteve as entregas ao compreender mais rapidamente a situação da companhia, enquanto outros reduziram os serviços até obter mais clareza sobre o processo.

Santoro afirmou que o GPA explicou aos parceiros o perímetro da recuperação extrajudicial e que os contratos com fornecedores estão em dia. Ainda podem ocorrer faltas pontuais de itens, segundo o CEO.

O GPA foi fundado em 1948 e tem sede em São Paulo. A companhia possui cerca de 37 mil empregados diretos. No segundo trimestre de 2026, registrou receita bruta de R$ 4,7 bilhões e prejuízo líquido de R$ 204 milhões.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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