O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou nesta quinta-feira (8) o plano de ajuste fiscal apresentado pelo senador Flávio Bolsonaro, seu adversário no segundo turno. Lula afirmou que a proposta pode reduzir recursos da Previdência, da saúde e da educação para gerar uma economia de até R$ 250 bilhões.
Em vídeo publicado nas redes sociais, o presidente disse que eventuais cortes atingiriam programas como Pé-de-Meia, Farmácia Popular, Minha Casa Minha Vida, Merenda Escolar e Gás do Povo. Também afirmou que a medida poderia impedir aumentos do salário mínimo acima da inflação para trabalhadores e aposentados.
“Corta do sangue do povo, e não corta dos ricos”, declarou Lula. O presidente disse ainda que seu governo manterá e aprimorará as políticas sociais.
Flávio Bolsonaro respondeu que não pretende reduzir benefícios de pessoas de baixa renda. O senador afirmou que, se for eleito, reajustará as aposentadorias pagas pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) acima da inflação.
“Eu não vou fazer economia em cima de quem precisa, das pessoas mais carentes desse Brasil”, disse Flávio. Ele também pediu que aposentados não acreditem na afirmação de que seu eventual governo acabaria com o reajuste das aposentadorias.



