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Nomad planeja ampliar pagamentos no Brasil e ter licença bancária no futuro

CEO Lucas Vargas afirma que a fintech quer oferecer conta pós-paga, cartão de crédito e outros produtos de pagamento no país.

Nomad planeja ampliar pagamentos no Brasil e ter licença bancária no futuro
Foto: Estúdio 3LADOS

A Nomad planeja ampliar sua presença no Brasil com novos produtos de pagamento e, no futuro, tornar-se um banco. A estratégia inclui uma conta pós-paga associada a cartão de crédito e a outros serviços voltados ao uso cotidiano, afirmou o CEO e cofundador da fintech, Lucas Vargas.

A conta pós-paga não exige que o cliente deposite recursos antes de realizar transações, como ocorre com o cartão de crédito. Já nas contas pré-pagas, o dinheiro precisa ser depositado previamente. Segundo Vargas, a licença bancária é uma das formas de viabilizar a expansão, mas o projeto não está previsto para o curto prazo.

A Nomad esperava alcançar 5 milhões de clientes neste ano. Vargas disse que a empresa está em linha com essa meta e mantém crescimento de cerca de 1 milhão de clientes por ano. A fintech também se aproxima de uma base de R$ 10 bilhões em ativos de clientes mantidos no exterior, em dólares ou outras moedas estrangeiras.

Risco, inadimplência e regulação

Vargas afirmou que a Nomad observa aumento da inadimplência, embora os indicadores da empresa sejam melhores que os de cartões de segmentos semelhantes, segundo ele. Todos os clientes do cartão de crédito nacional também usam outro produto da companhia, incluindo investimentos, o que, na avaliação do executivo, ajuda a reduzir riscos.

A empresa não aceita dinheiro em espécie e não realiza transferências de câmbio para terceiros. De acordo com Vargas, 100% dos recursos que chegam à Nomad vêm de outras contas do sistema financeiro, e as transações internacionais ocorrem entre contas de mesma titularidade. A companhia também consulta listas relacionadas a processos criminais e reavalia continuamente os clientes.

O executivo disse que a operação Carbono Oculto, da Polícia Federal, afetou a imagem das fintechs. Para ele, o aumento das exigências regulatórias e de capital pode restringir investimentos e reduzir o ritmo de inovação no setor. A Nomad trabalha com parceiros na emissão do cartão de crédito nacional e tem outros produtos em desenvolvimento que poderão ser afetados pelas regras.

IOF e expansão

O aumento do IOF para 3,5% nas operações com cartão no exterior não teria provocado desaceleração relevante na adoção dos produtos da Nomad, embora represente um custo adicional. Vargas afirmou que novas tecnologias de ativos digitais também devem alterar o mercado e avaliou que, no longo prazo, a tendência é de redução do imposto, com decisões sujeitas a volatilidade.

Sobre o Pix internacional, o CEO disse que a integração entre sistemas tende a tornar os pagamentos mais eficientes e instantâneos. A expansão dessa estrutura pode concorrer com alguns produtos, mas, segundo ele, não representa uma ameaça única à sustentabilidade da empresa, que também atua com pagamentos e construção de patrimônio.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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