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Rolls-Royce limita novo carro elétrico a 100 unidades e mira personalização

Project Nightingale parte de US$ 3,5 milhões e terá carrocerias e interiores adaptados aos desejos de cada cliente.

Rolls-Royce limita novo carro elétrico a 100 unidades e mira personalização
Foto: Carlos Jasso/AFP

A Rolls-Royce revelou em abril o Project Nightingale, um carro elétrico limitado a 100 unidades em todo o mundo. O modelo parte de US$ 3,5 milhões, sem incluir as opções de personalização, que podem elevar o preço em 50%. Todas as unidades já estavam reservadas antes do anúncio público, segundo a montadora.

O veículo tem comprimento semelhante ao de um Cadillac Escalade, mas comporta apenas dois ocupantes. A proposta combina produção restrita, carroceria sob medida e recursos de acabamento desenvolvidos individualmente para cada comprador.

Personalização como estratégia

A Rolls-Royce, marca de ultraluxo de 122 anos pertencente à BMW desde 1998, está ampliando a produção interna de carrocerias especiais. Para isso, duplicará o tamanho de sua fábrica no sul da Inglaterra, sem aumentar de forma perceptível sua capacidade anual de produção.

A empresa já havia produzido modelos exclusivos, como o cupê Sweptail, com apenas uma unidade e preço superior a US$ 10 milhões, e o roadster Droptail, com quatro unidades. A diferença agora é a prioridade dada à personalização como parte central do negócio.

“Queríamos responder à crescente demanda que vemos entre nossos clientes pela criação de automóveis com carroceria sob medida”, afirmou Chris Brownridge, CEO da Rolls-Royce.

A marca mantém unidades chamadas Private Office em Nova York, Xangai, Dubai, Seul e Goodwood, na Inglaterra. Nesses locais, clientes trabalham com consultores, designers, engenheiros e executivos para definir materiais, cores e elementos do veículo.

As opções incluem fibras técnicas, tecidos integrados à laca, madrepérola, abalone, metal, pintura à mão, bordados, luz e projeção. Também é possível criar constelações com milhares de LEDs reguláveis em diferentes áreas do interior e gravar textos ou símbolos pessoais nas saídas de ar.

Na parte externa, as cores podem ser desenvolvidas e batizadas exclusivamente para cada cliente. Os acabamentos podem ser foscos, cristalinos, mutáveis ou gravados a laser. A empresa também mantém a oficina EX Vault, voltada à experimentação de materiais e processos.

Mercado de ultraluxo

Para Michael Dean, chefe global de pesquisa automotiva da Bloomberg Intelligence, o volume de vendas de automóveis de ultraluxo deve ficar estagnado até 2030. Ele relaciona a previsão à retração da demanda na China e no Oriente Médio.

Dean afirmou que marcas de luxo estão combinando preços mais altos com edições limitadas e maior personalização. Segundo ele, essa atividade tem margens superiores a 50%.

A Bloomberg Intelligence estima que a Rolls-Royce respondeu por 0,2% dos 2,5 milhões de carros vendidos pelo BMW Group em 2025, mas gerou 13% do lucro operacional do grupo.

Um possível desafio está no mercado de usados: veículos extremamente personalizados podem ter dificuldade para encontrar compradores. Brownridge disse acreditar que os clientes dificilmente venderão essas encomendas, que seriam transmitidas aos filhos como parte de um legado.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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