ESTOCOLMO — A Volvo informou nesta sexta-feira (2) que não deve cumprir as projeções anteriores para o volume de vendas e o fluxo de caixa neste ano. A montadora também decidiu não divulgar novas estimativas, em meio à piora das perspectivas de curto prazo e a um mercado mais difícil.
A empresa vendeu 141,61 mil carros no terceiro trimestre, queda de 11% na comparação com o mesmo período do ano anterior. Segundo a Volvo, os resultados ficaram abaixo do esperado e as perspectivas para o ano se enfraqueceram.
A companhia afirmou que os volumes do setor seguem sob forte pressão na China, sem sinais de desaceleração da retração do mercado. Nos Estados Unidos, a recuperação do segmento premium ocorreu em ritmo inferior ao esperado.
A projeção divulgada em julho previa vendas significativamente mais fortes no segundo semestre, além de fluxo de caixa livre positivo e robusto próximo ao fim do ano.
Controlada majoritariamente pela chinesa Geely, a Volvo tem enfrentado dificuldades para atingir as metas anteriores de rentabilidade. Entre os fatores citados estão tarifas, menor demanda por veículos elétricos e custos elevados de desenvolvimento.
Hampus Engellau, analista do Handelsbanken, afirmou que a retirada da projeção de vendas era parcialmente esperada diante das condições do mercado. “Isso já era, em parte, esperado, porque vimos que o mercado tem estado muito difícil”, disse.
As ações da Volvo chegaram a recuar 4% durante a sessão, até a mínima histórica de 14,60 coroas suecas (R$ 7,59) por ação. Por volta das 9h (horário de Brasília), os papéis caíam 0,5%. No ano, acumulavam perda de cerca de 50% do valor.
A empresa atribuiu a pressão principalmente à deterioração das condições de mercado na China e à recuperação mais lenta nos Estados Unidos, enquanto classificou a Europa como resiliente. No mês passado, a Volvo informou que Klaus Zellmer, presidente da Skoda, assumirá a direção-executiva dentro de um ano.



