Alessandro defendeu que o Senado atue para controlar excessos e erros atribuídos a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Em entrevista à jornalista Iara Lins, ele afirmou que o país enfrenta uma crise relacionada ao envolvimento de integrantes da Corte e disse que a análise deve considerar a conduta dos ministros.
“Não é uma questão política, não é uma questão eleitoral ter repercussões, mas a base está na conduta”, declarou.
Limites institucionais
Ao tratar dos mecanismos de fiscalização, Alessandro afirmou que o STF não tem corregedoria nem ouvidoria e não está submetido ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Na avaliação dele, faltam senadores com independência, coragem e ficha limpa para enfrentar a pressão dos ministros.
O político também criticou aspectos do arranjo constitucional. Segundo Alessandro, a Procuradoria-Geral da República (PGR) é a única instituição que pode pedir uma investigação criminal contra ministros do Supremo. Ele acrescentou que o processo de impeachment de ministros depende da autorização do presidente do Senado.
Apesar dos conflitos na esfera nacional, Alessandro disse acreditar que a Constituição oferece os instrumentos necessários e defendeu que o país só será igualitário quando a Justiça for aplicada da mesma forma a todos.
Partidos, segurança e eleição
Sobre as mudanças de partido durante o primeiro mandato, ele afirmou que a trajetória não reduz a confiança em sua representação. Alessandro disse que os eleitores votam principalmente em pessoas e contou que entrou na política em 2018 por não identificar alguém que enfrentasse os poderosos e destinasse corretamente o dinheiro público.
O político também apoiou o projeto que tramita na Câmara Federal para tornar obrigatório o uso de câmeras corporais por agentes de segurança em todo o país. Para ele, o equipamento aumenta a produção de provas, protege policiais e reduz a letalidade.
Alessandro afirmou ainda defender a preservação do Pantanal, do Cerrado, da Amazônia e da Mata Atlântica, além de projetos voltados à Caatinga. Sobre a eleição presidencial, confirmou apoio à candidatura de Ronaldo Caiado no primeiro turno e disse cobrar do governador propostas claras para o Nordeste e Sergipe.
Na entrevista, ele também mencionou um projeto de sua autoria para ampliar o controle sobre o patrimônio de autoridades e familiares, iniciativas contra as fake news, o ECA Digital e mudanças na maioridade penal para adolescentes envolvidos em crimes de violência elevada ou ligados a facções. Ao final, afirmou contar com a confiança dos eleitores para buscar a reeleição.



