SÃO GONÇALO (RJ) — O senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou neste sábado (10) que os responsáveis por tentar silenciar Jair Bolsonaro também estariam contribuindo para uma eventual vitória sua na disputa pela Presidência da República.
Durante um discurso ao lado do governador eleito Douglas Ruas (PL), Flávio voltou a dizer que receberá a faixa presidencial das mãos do pai. Jair Bolsonaro está em prisão domiciliar após ser condenado por tentativa de golpe de Estado.
“Vocês verão aqueles que tentaram calar Jair Messias Bolsonaro” — disse Flávio, ao afirmar que essas pessoas seriam as mesmas que estariam levando seu nome à Presidência.
O senador participou de uma carreata na base eleitoral de Ruas. No local, ele teve 52,37% dos votos válidos, contra 40,41% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). No estado, os resultados foram de 53,01% e 39,41%, respectivamente.
Visita a Jair Bolsonaro
Em Brasília, o senador eleito Carlos Bolsonaro (PL) visitou o pai neste sábado (10) por duas horas. Depois, afirmou que a primeira iniciativa de Jair Bolsonaro caso deixe a prisão será passar uma semana em Mambucaba, em Angra dos Reis (RJ).
“Ele está feliz com o que está acontecendo no Brasil, com a possibilidade que a gente possa evoluir”, disse Carlos em um vídeo publicado nas redes sociais.
Jair Bolsonaro foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal em setembro de 2025 a 27 anos e três meses de prisão por tentar permanecer no poder após perder a eleição para Lula em 2022. Por razões de saúde, cumpre a pena em prisão domiciliar desde março deste ano.
Uma das promessas de campanha de Flávio é conceder indulto presidencial ao pai. Antes disso, ele conta com uma possível revisão da pena pelo STF. Na segunda-feira (5), o ministro Kassio Nunes Marques indicou que pretende julgar depois do segundo turno a ação que pede a soltura do ex-presidente.
Se isso não ocorrer até janeiro e Flávio for eleito, o senador deverá apostar no indulto. Especialistas consideram altamente improvável haver tempo hábil e afirmam que Jair Bolsonaro continuaria inelegível mesmo se o perdão presidencial resistisse a questionamentos no STF.



