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Política

Marçal amplia apoio digital a Flávio e mantém aberta possibilidade de integrar governo

Influenciador produz conteúdos pró-Flávio, mobiliza seguidores e participa da definição de um novo ministério caso o senador seja eleito.

Marçal amplia apoio digital a Flávio e mantém aberta possibilidade de integrar governo
Foto: Reuters

Pablo Marçal ampliou a atuação digital em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro depois do primeiro turno da eleição. O influenciador passou a publicar conteúdos antipetistas, pedir votos para o senador e mobilizar seguidores em canais digitais, enquanto mantém em aberto a possibilidade de participar de um eventual governo.

Marçal afirmou que não integra oficialmente a campanha e se definiu como independente. Em uma mensagem, escreveu: “Estou só apoiando.” Um integrante da equipe de Flávio, por sua vez, disse que não há conversas sobre a participação do empresário em uma possível gestão.

No Instagram, Marçal tem 14 milhões de seguidores. Ele também estimulou a entrada de apoiadores no canal de WhatsApp Tropa do Flávio, que já contava com 1 milhão de seguidores. O espaço reúne publicações de políticos bolsonaristas, entre eles Nikolas Ferreira e Gustavo Gayer, além do próprio influenciador.

Conteúdos e estrutura de governo

Uma das publicações feitas com inteligência artificial simulou a prisão do presidente Lula por autoridades americanas e fez referência à captura do ditador venezuelano Nicolás Maduro. O conteúdo foi divulgado na sexta-feira (9), em meio a preocupações sobre uma possível interferência mais direta dos Estados Unidos no processo eleitoral.

Na mesma data, Flávio anunciou, em sua propaganda eleitoral na televisão, a criação do Ministério da Prosperidade caso seja eleito. A estrutura deverá reunir os principais programas sociais do governo e está sendo definida por Marçal, pela ex-presidente da Caixa Daniella Marques e pelo empresário Filipe Sabará.

Sabará comandou o plano de governo de Marçal na disputa pela Prefeitura de São Paulo em 2024. Segundo informações atribuídas à equipe de Flávio, o senador avalia a criação do ministério desde dezembro do ano passado, depois de participar de um evento na casa de Marçal.

No fim de setembro deste ano, ao anunciar apoio a Flávio em uma agenda pública em uma academia de jiu-jitsu em São Paulo, Marçal disse estar se integrando à equipe do candidato. O senador afirmou que o empresário poderia ajudar nas áreas de empreendedorismo e mobilidade social. Aliados chegaram a mencionar uma possível indicação de Marçal para um Ministério do Empreendedorismo, mas interlocutores de Flávio negaram que houvesse essa definição.

Questionamento no TSE

O PT protocolou no Tribunal Superior Eleitoral uma ação de investigação judicial eleitoral que pede a cassação da chapa de Flávio por suposto uso irregular dos perfis de Marçal para divulgar propaganda eleitoral e informações falsas.

O partido argumenta que a candidatura deveria ter informado ao tribunal que o perfil do influenciador havia se tornado uma conta oficial de campanha. As regras eleitorais impõem restrições a usuários utilizados por campanhas, incluindo a vedação a recomendações.

A equipe de Flávio afirmou que Marçal não faz parte da estrutura da campanha. O influenciador declarou que ninguém manda em seu Instagram e disse que triplicaria o número de postagens. Até quarta-feira (7), a biografia de sua conta exibia a frase “Equipe Flávio Bolsonaro 22”. Depois da ação do PT, o texto deixou de aparecer.

Também houve divulgação do canal Tropa do Flávio e de conteúdos relacionados à criptomoeda B22. Em uma transmissão, Nahuel Medina, empresário e braço-direito de Marçal, participou de uma conversa com Kevim Flores, idealizador do site B22token. A plataforma oferece criptomoedas a usuários que compartilham mensagens e conteúdos favoráveis ao voto em Flávio.

O B22 também foi divulgado no perfil do Instagram hyperskidsafrica, que tem 12,9 milhões de seguidores e arrecada recursos para construir casas para crianças em Uganda, na África. Em um vídeo, crianças incentivaram a compra e o compartilhamento do ativo digital e citaram Nikolas Ferreira, Flávio Bolsonaro e Pablo Marçal.

Relação política

Em 11 de setembro, o Tribunal Superior Eleitoral rejeitou por unanimidade o registro da candidatura de Marçal à Presidência. Antes disso, o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo havia imposto oito anos de inelegibilidade por uso indevido dos meios de comunicação durante a campanha eleitoral de 2024.

Após o cancelamento do debate da TV Globo, Flávio participou de uma transmissão ao vivo com Daniella Marques e Marçal. Na ocasião, agradeceu ao influenciador por ter entrado no time e disse que ele poderia contribuir com o Brasil.

Marçal havia concentrado ataques contra Lula e Renan Santos, do Missão, enquanto evitava críticas a Flávio. Em entrevista de novembro de 2025, defendeu um candidato de fora da política tradicional para a eleição de 2026. Cerca de 15 dias depois, Flávio anunciou sua candidatura à Presidência, e Marçal mudou o discurso para declarar apoio ao senador.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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