A Polícia Federal, a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a defesa de Daniel Vorcaro negaram que o ex-dono do Banco Master tenha prestado depoimento ou entregue documentos sobre um suposto financiamento do documentário “Lula”, dirigido por Oliver Stone.
O filme, sobre a vida do presidente, foi lançado em maio de 2024 e produzido entre 2022 e 2023. A PF afirmou que não recebeu de Vorcaro anexos, documentos ou informações com esse conteúdo durante as tratativas para uma delação premiada.
“Daniel Vorcaro não prestou depoimento com o teor relatado na matéria, tampouco entregou à instituição anexos, documentos ou informações com o conteúdo ali descrito”, disse a instituição em nota.
A PF também informou que as propostas de colaboração apresentadas pela defesa não foram aceitas por não atenderem aos requisitos legais. Segundo a instituição, a decisão foi fundamentada e era conhecida pelos advogados.
A PGR declarou que as negociações foram conduzidas apenas por advogados contratados por Vorcaro. A instituição afirmou que não houve contato direto do ex-banqueiro com representantes do órgão nem depoimento oral, porque a proposta foi rejeitada. Os motivos da rejeição, segundo a PGR, foram apresentados à defesa.
Os advogados Sergio Leonardo e Engels Augusto Muniz também disseram que Vorcaro não prestou depoimento à PF ou à PGR no contexto das negociações. A defesa afirmou não confirmar o conteúdo divulgado e criticou a divulgação de supostos anexos ligados a uma colaboração que não foi formalizada.
A defesa declarou ainda que o ex-banqueiro tem informações pessoais e relevantes para o caso e permanece disponível para colaborar com as autoridades.
A única referência a um filme sobre Lula na proposta de colaboração estaria em um anexo relacionado ao financiamento de “Dark Horse”, produção sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Nesse documento, Vorcaro teria afirmado que já havia patrocinado anteriormente filmes sobre Lula e sobre o ex-presidente Michel Temer (MDB).



