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TSE mantém registro de Deltan para o Senado até julgamento do plenário

Kassio Nunes Marques suspendeu decisão que anulava os votos do candidato do Novo ao Senado pelo Paraná.

TSE mantém registro de Deltan para o Senado até julgamento do plenário
Foto: Reuters

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, suspendeu neste domingo (4) a decisão tomada no sábado (3) pelo ministro Floriano de Azevedo Marques e manteve deferido o registro da candidatura de Deltan Dallagnol (Novo) ao Senado pelo Paraná.

Com a decisão, os votos de Deltan serão processados normalmente, mas o resultado ainda depende de julgamento pelo plenário do TSE. Nunes Marques afirmou que o ministro Floriano antecipou efeitos que, segundo ele, deveriam ser definidos pelo colegiado.

O presidente do TSE também considerou que a decisão anterior foi assinada na noite anterior à eleição, quando as urnas já estavam preparadas e o nome do candidato permanecia nelas. Por isso, não haveria tempo para comunicar aos eleitores paranaenses que os votos seriam desconsiderados.

A disputa judicial começou após a cassação do mandato de deputado federal de Deltan, em 2023. O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná havia aprovado o registro para a candidatura ao Senado neste ano. PT e PDT contestaram a decisão, sob o argumento de que a candidatura contraria a Lei da Ficha Limpa.

No sábado (3), Floriano acolheu o recurso apresentado pelos partidos e determinou que os votos em Deltan fossem considerados nulos. Para Nunes Marques, porém, essa decisão deve ser analisada pelo plenário do TSE.

Em publicação no X, Deltan disse que Nunes Marques reverteu uma “decisão ilegal” de Floriano. O ex-procurador também afirmou que o ministro é “amigo de Lula e de [Alexandre de] Moraes”.

Pesquisa Quaest divulgada no sábado (3) mostrou Deltan empatado na segunda colocação com Alexandre Curi (Republicanos), ambos com 21% dos votos válidos. Filipe Barros (PL) liderava, com 25%, enquanto Gleisi Hoffmann (PT) aparecia em quarto lugar, com 15%. A margem de erro era de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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