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TSE ordena remoção de vídeo que associava ato pró-Lula a uso de drogas

Decisão deu 24 horas para aliados de Bolsonaro apagarem publicações com imagens feitas antes da manifestação na Paulista.

TSE ordena remoção de vídeo que associava ato pró-Lula a uso de drogas
Foto: Jean Carniel/Reuters

O ministro Marco Aurélio Belizze, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou a remoção de publicações que usaram imagens antigas para associar a manifestação de apoiadores de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na Avenida Paulista ao uso de drogas. O ato ocorreu no domingo (11).

A decisão estabelece prazo de 24 horas para Flávio Bolsonaro (PL), Carlos Bolsonaro (PL-SC), Pablo Marçal (PRTB) e Rony Gabriel (Podemos-RS) apagarem os conteúdos. A ordem também determina que a Meta retire do ar uma publicação semelhante feita pelo perfil Sociedade em Fatos e identifique o responsável pela página.

Imagens anteriores ao ato

O vídeo mostra uma jovem de cabelo vermelho sentada no chão, acompanhada por outras duas pessoas, enquanto inala um pó branco. A gravação foi usada para sugerir que a cena ocorreu durante a manifestação favorável a Lula.

Segundo os documentos da ação no TSE, o vídeo teria sido publicado originalmente no Chile. Uma conta no X baseada na Argentina publicou as imagens em 10 de outubro, na véspera do ato na Paulista. Outra conta chilena na plataforma também compartilhou o conteúdo e relacionou a jovem a um protesto a favor da Palestina.

Na decisão, Belizze afirmou que a combinação de acontecimentos reais com situações que não ocorreram pode caracterizar manipulação por descontextualização. O ministro também disse que grupos políticos podem criticar a manifestação, desde que não apresentem o vídeo como registro do evento.

“A medida não impede críticas, opiniões ou publicações sobre a manifestação que não apresentem o vídeo anteriormente mencionado como registro do evento”, escreveu Belizze.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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