A Meta AI apresentou respostas diferentes no WhatsApp ao receber pedidos de imagens de campanha para Lula e Flávio. O assistente recusou inicialmente uma arte vermelha e branca com a identificação “Lula 13”, mas criou uma imagem azul e amarela com “Flavio 22”.
Após várias tentativas, a ferramenta produziu uma imagem com a inscrição “13 apoio político” e depois aceitou incluir o nome de Lula. Antes disso, havia informado que não conseguiria realizar o pedido. Ao ser questionada sobre a recusa, a inteligência artificial atribuiu o resultado a um “bloqueio automático do sistema de criação de imagens” e disse: “Não tenho o detalhe do motivo aqui”.
Diferença entre plataformas
O comportamento não se repetiu no site da Meta AI. Nesse ambiente, o assistente recusou a criação de imagens de campanha para os dois candidatos. A Meta AI também está integrada ao Instagram e ao Facebook, além do WhatsApp, e pode gerar textos, planejar atividades e criar imagens a partir de descrições.
A resolução 23.755/2026 do Tribunal Superior Eleitoral proíbe sistemas automatizados de emitir opiniões, indicar preferência eleitoral, recomendar voto ou promover favorecimento ou desfavorecimento político-eleitoral, de forma direta ou indireta. A regra integra a Lei das Eleições.
Em agosto, o TSE e a Advocacia-Geral da União anunciaram um acordo para compartilhar uma cartilha de boas práticas sobre inteligência artificial. O compromisso prevê regras para garantir a independência de materiais produzidos com essa tecnologia. Segundo as duas instituições, as ações conjuntas devem seguir os princípios da neutralidade institucional e da isenção político-partidária.



