São Paulo, Quarta-feira, 14 de outubro de 2026
Dólar R$ 5,01 · Euro R$ 5,61 · Ibovespa 206.888 -0,00%
A economia explicada todos os dias
Tecnologia

Meta AI no WhatsApp recusou imagem para Lula e criou arte para Flávio

Testes mostraram respostas diferentes do assistente no WhatsApp; regra do TSE proíbe favorecimento ou desfavorecimento político-eleitoral por respostas automatizadas.

Meta AI no WhatsApp recusou imagem para Lula e criou arte para Flávio
Foto: Reprodução/WhatsApp

A Meta AI apresentou respostas diferentes no WhatsApp ao receber pedidos de imagens de campanha para Lula e Flávio. O assistente recusou inicialmente uma arte vermelha e branca com a identificação “Lula 13”, mas criou uma imagem azul e amarela com “Flavio 22”.

Após várias tentativas, a ferramenta produziu uma imagem com a inscrição “13 apoio político” e depois aceitou incluir o nome de Lula. Antes disso, havia informado que não conseguiria realizar o pedido. Ao ser questionada sobre a recusa, a inteligência artificial atribuiu o resultado a um “bloqueio automático do sistema de criação de imagens” e disse: “Não tenho o detalhe do motivo aqui”.

Diferença entre plataformas

O comportamento não se repetiu no site da Meta AI. Nesse ambiente, o assistente recusou a criação de imagens de campanha para os dois candidatos. A Meta AI também está integrada ao Instagram e ao Facebook, além do WhatsApp, e pode gerar textos, planejar atividades e criar imagens a partir de descrições.

A resolução 23.755/2026 do Tribunal Superior Eleitoral proíbe sistemas automatizados de emitir opiniões, indicar preferência eleitoral, recomendar voto ou promover favorecimento ou desfavorecimento político-eleitoral, de forma direta ou indireta. A regra integra a Lei das Eleições.

Em agosto, o TSE e a Advocacia-Geral da União anunciaram um acordo para compartilhar uma cartilha de boas práticas sobre inteligência artificial. O compromisso prevê regras para garantir a independência de materiais produzidos com essa tecnologia. Segundo as duas instituições, as ações conjuntas devem seguir os princípios da neutralidade institucional e da isenção político-partidária.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Assine nossa newsletterAs principais notícias do dia no seu e-mail.