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Meta veta publicidade ligada ao TikTok e à ByteDance em sete mercados

Restrição vale para anúncios do TikTok e de empresas que direcionem usuários à plataforma ou a outros serviços da ByteDance.

Meta veta publicidade ligada ao TikTok e à ByteDance em sete mercados
Foto: REUTERS/Daniel Cole/Foto de arquivo

A Meta passou a impedir, com efeito imediato, anúncios do TikTok em Estados Unidos, Canadá, Egito, Indonésia, Japão, Tailândia e Vietnã. A medida também inclui campanhas de outras empresas que levem usuários ao TikTok ou a serviços da ByteDance nesses países.

A empresa justificou a decisão pela disputa com o TikTok por usuários, criadores de conteúdo e recursos de anunciantes. “Não temos obrigação de exibir anúncios de um concorrente cujo objetivo é tirar as pessoas dos nossos aplicativos”, afirmou a Meta. A companhia disse ainda que negar esse tipo de serviço a um concorrente é uma prática comum em diferentes setores.

“Continuaremos competindo pela qualidade dos produtos e pela experiência dos usuários”, acrescentou a Meta. O TikTok e a ByteDance não responderam de imediato aos pedidos de comentário.

Regras para links e cobrança sobre adolescentes

As regras publicadas pelo TikTok não permitem links que abram outros aplicativos de redes sociais ou conectem usuários às contas que eles mantêm nessas plataformas. A rede, porém, autoriza links no perfil que direcionem para os sites dessas empresas.

A decisão da Meta ocorre enquanto a empresa cobra do TikTok e do YouTube medidas semelhantes às que se comprometeu a adotar para proteger adolescentes. Desde agosto, a dona do Facebook e do Instagram defende que as duas plataformas estabeleçam mecanismos desse tipo.

Naquele mês, a Meta fechou um acordo de até US$ 18 bilhões com estados americanos em um caso sobre danos causados por redes sociais a crianças. A empresa concordou em limitar o uso diário do Facebook e do Instagram por crianças, restringir o acesso durante a noite e ampliar as medidas para evitar conteúdos inadequados para a idade.

O TikTok não se manifestou publicamente sobre essa cobrança. Em setembro, a plataforma fechou um acordo com o estado do Alabama para impor novos limites de uso e reforçar a verificação de idade. O entendimento encerrou acusações de que o TikTok colocava crianças em risco e enganava consumidores sobre a segurança do serviço.

Nos Estados Unidos, o TikTok funciona por meio de uma empresa controlada majoritariamente por investidores americanos. A estrutura foi criada após um acordo voltado à proteção dos dados dos usuários no país e à tentativa de evitar a proibição do aplicativo, usado por mais de 200 milhões de pessoas nos EUA.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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