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Economia

AGU defende no STF proibição de apostas esportivas e cassinos online

Órgão afirma que efeitos sociais, econômicos e sanitários justificam a medida provisória assinada por Lula no dia 25.

AGU defende no STF proibição de apostas esportivas e cassinos online
Foto: Folhapress

A Advocacia-Geral da União pediu ao ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, que mantenha a medida provisória assinada pelo presidente Lula no último dia 25, que proibiu apostas esportivas e cassinos online no Brasil.

A manifestação foi apresentada em resposta a um pedido de casas de aposta, clubes de futebol e emissoras. Esses grupos querem derrubar a medida provisória e retomar a regulamentação que estava em vigor desde 2024.

Argumentos do governo

A AGU afirma que a União tem competência constitucional para criar e extinguir modalidades lotéricas. O órgão também sustenta que a experiência posterior à regulamentação mostrou que as salvaguardas previstas nas leis de 2018 e 2023 não foram suficientes para conter impactos econômicos, sociais e sanitários associados às apostas.

Entre os dados apresentados ao Supremo está o crescimento de cerca de 140% nos atendimentos do SUS relacionados a jogo patológico e problemas com apostas entre 2018 e 2025. A manifestação também cita quase 1,3 milhão de pedidos de autoexclusão e uma estimativa de R$ 30,6 bilhões anuais em custos de saúde associados às apostas e aos jogos de azar.

Para a AGU, o risco de migração de apostadores para plataformas ilegais deve ser considerado, mas a existência de sites clandestinos não permite concluir que toda a demanda antes atendida por operadores autorizados será transferida para esses canais.

O órgão pediu ainda que Fux solicite manifestação da Procuradoria-Geral da República e organize uma audiência pública sobre o tema.

Contestação das bets

As empresas afirmam que a medida foi editada sem análise técnica adequada e não calcula as perdas de arrecadação do mercado de apostas, em desacordo com uma exigência constitucional. O setor também diz empregar "milhares de pessoas" e argumenta que a proibição romperá uma relação jurídica criada pelo próprio Estado com a regulamentação.

As associações afirmam que não houve um fato novo, extraordinário e superveniente que justificasse a troca da regulamentação pela proibição imediata. Também sustentam que a demanda será absorvida por sites ilegais, que não recolhem impostos nem adotam medidas de jogo responsável previstas na regra anterior.

Até a última sexta-feira (2), o governo havia determinado a derrubada de mais de 10 mil sites de apostas clandestinos, segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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