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Anac defende fortalecimento do Galeão como alternativa a Guarulhos

Tiago Faierstein afirmou que o Brasil precisa de outro grande aeroporto internacional; Aena assumiu a concessão do terminal carioca.

Anac defende fortalecimento do Galeão como alternativa a Guarulhos
Foto: Divulgação/RIOgaleão

O diretor-presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Tiago Faierstein, defendeu nesta terça-feira (13) o fortalecimento do Galeão, no Rio de Janeiro, como alternativa ao aeroporto internacional de Guarulhos, na Grande São Paulo. A declaração foi dada durante um evento que marcou a chegada da concessionária espanhola Aena ao terminal.

A empresa assumiu a concessão na semana passada, após a assinatura do contrato de compra e venda das ações do aeroporto. Com o negócio, passou a administrar 18 aeroportos brasileiros, entre eles Congonhas, em São Paulo.

“O Brasil é um país grande. O Brasil não sobrevive somente com o aeroporto de Guarulhos”, afirmou Faierstein. Para ele, o Galeão deve ser fomentado como outro grande aeroporto internacional do país. O diretor-presidente também disse que não ouviu de companhias aéreas estrangeiras que a falta de mercado seja motivo para não operar no Brasil.

Faierstein citou a movimentação de cerca de 130 milhões de passageiros nos aeroportos brasileiros no ano passado. O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, apoiou a avaliação e afirmou que o país precisa de mais aeroportos voltados ao turismo internacional. Segundo ele, o Galeão tem essa vocação por sua infraestrutura, capacidade e pela atividade turística do Rio de Janeiro.

Concessão e movimentação

Antes da entrada da Aena, a Infraero tinha 49% do Galeão, enquanto Changi e Vinci Compass detinham os 51% restantes. A concessão foi redesenhada após aprovação do Tribunal de Contas da União (TCU), e o leilão ocorreu em março.

No modelo atual, a concessionária repassará à União 20% do faturamento anual até 2039, quando termina a concessão. No leilão, a Aena ofereceu R$ 2,9 bilhões pelo aeroporto, diante de um lance mínimo de R$ 932 milhões.

Dados da Anac mostram que o Galeão movimentou 17,5 milhões de passageiros em 2025, recorde da série histórica iniciada em 2000. O volume, porém, ficou abaixo da capacidade anual estimada em 37 milhões de viajantes. O terminal teve o terceiro maior fluxo do país no ano passado, atrás de Guarulhos, com 46,3 milhões, e Congonhas, com 24,1 milhões.

O crescimento ocorreu em meio a restrições aos voos no Santos Dumont. As primeiras medidas começaram em outubro de 2023, com o objetivo de direcionar mais operações para o Galeão, que havia perdido movimento durante a pandemia.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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