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Economia

CEO da AZ Quest propõe ajuste fiscal com foco em aposentadorias e servidores

Walter Maciel apoia Flávio Bolsonaro, mas defende cautela com emendas, renúncias fiscais e conflitos com o STF no início de eventual governo.

CEO da AZ Quest propõe ajuste fiscal com foco em aposentadorias e servidores
Foto: Valor/Globo

Walter Maciel, CEO da gestora AZ Quest e eleitor declarado de Flávio Bolsonaro, defende que um eventual governo do candidato do PL priorize cortes de gastos com aposentadorias, servidores públicos e benefícios do Judiciário. Para ele, o combate às emendas parlamentares e às renúncias fiscais poderia ficar para uma etapa posterior.

Maciel afirma ter contato com integrantes da campanha, como Adolfo Sachsida e Daniella Marques. O empresário também diz que seu nome foi mencionado em especulações sobre possíveis ministros de um governo de Flávio, mas nega que tenha recebido indicação para o cargo.

Previdência e funcionalismo

Na avaliação do executivo, a desvinculação dos benefícios previdenciários do reajuste do salário mínimo poderia gerar economia de R$ 1,2 trilhão. Ele considera que aposentados devem ser protegidos da inflação, mas não receber automaticamente o mesmo aumento real concedido aos trabalhadores na ativa.

Maciel também defende uma reforma administrativa com redução do salário inicial dos servidores, controle da progressão nas carreiras e remuneração adicional vinculada à produtividade. Para o Judiciário, propõe o fim dos chamados penduricalhos.

As declarações divergem do que Flávio Bolsonaro afirmou na quinta-feira (8). O candidato disse a jornalistas que, se eleito, reajustaria as aposentadorias do INSS acima da inflação e que não faria economia sobre pessoas carentes.

Emendas, renúncias e STF

Maciel calcula que as emendas parlamentares, incluindo as chamadas emendas Pix, somem R$ 60 bilhões. Apesar de considerar esse o primeiro tema a ser enfrentado do ponto de vista ético, ele afirma que o governo deveria começar por despesas maiores e mais fáceis de alterar.

Sobre as renúncias fiscais, o CEO recomenda cautela para evitar conflitos logo no início do mandato. Ele cita a Zona Franca de Manaus como um tema que poderia ser deixado para um momento de maior apoio político.

O empresário estima que o desequilíbrio fiscal brasileiro seja equivalente a 4% do PIB, mas avalia que um ajuste de 1% no primeiro ano poderia sinalizar continuidade ao mercado. Na sua avaliação, o maior gasto do governo, acima da Previdência, é o pagamento de juros. A redução, diz, dependeria da sinalização de um ajuste fiscal persistente.

Maciel também recomenda que um eventual governo Flávio não abra imediatamente uma disputa com o STF. Ele afirma que seria necessário reduzir o número de frentes de conflito e considera que o desequilíbrio entre os poderes, além de decisões que comprometem a segurança jurídica, afasta investidores estrangeiros.

Como exemplo, menciona a mudança nas regras das apostas online depois da regulamentação e da venda de outorga. Segundo ele, alterações sem negociação com o Congresso poderiam levar investidores a questionar a validade de contratos no país.

Bolsonaro e expectativas para a economia

Uma das principais promessas de campanha de Flávio Bolsonaro é conceder indulto ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentar permanecer no poder depois de perder a eleição para Lula em 2022.

Maciel classificou como inadequado o áudio em que Flávio pede dinheiro ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Ainda assim, questionou se o senador teria capacidade de influenciar diretamente o Supremo, a Procuradoria-Geral da República, a Polícia Federal, o Congresso ou o governo.

O CEO também afirmou que a reação positiva do mercado financeiro na segunda-feira após o primeiro turno seria apenas uma amostra do que poderia ocorrer com um ajuste fiscal. Na sua avaliação, a queda dos juros, a valorização do real e o aumento dos investimentos poderiam levar a uma expansão do PIB.

A AZ Quest informa ter patrimônio sob gestão de R$ 35 bilhões e mais de 180 fundos. A gestora foi fundada em 2001 e aponta como principais concorrentes SPX Capital, Ibiuna Investimentos e Legacy Capital.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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